Dormir é essencial para a saúde, mas muitos adultos continuam a negligenciar este hábito. Especialistas alertam que dormir menos de seis horas por noite pode ter consequências graves para o cérebro e para o organismo.
Enquanto dormimos, o cérebro não apenas descansa, como também reorganiza redes de neurónios, reforça a memória, melhora o raciocínio e a tomada de decisões. Durante a noite, o líquido intersticial cerebral aumenta, removendo substâncias tóxicas acumuladas ao longo do dia, mantendo o ambiente neuronal saudável.
O sono é igualmente crucial para o corpo. O sistema imunitário regenera-se, as células musculares repararam-se, e a produção hormonal segue ritmos que dependem da quantidade e qualidade do sono. A hormona do crescimento, por exemplo, é produzida durante a noite, enquanto o cortisol, hormona do stress, atinge o pico nas primeiras horas da manhã para preparar o corpo para a ação.
Dormir menos de seis horas provoca efeitos imediatos, como maior sonolência diurna, dificuldade de concentração, menor capacidade de decisão, irritabilidade, ansiedade e maior sensibilidade à dor. A privação aguda de sono aumenta ainda o risco de acidentes domésticos, profissionais ou de viação.
Quando a falta de sono se torna crónica, os riscos aumentam. Estudos longitudinais mostram que dormir menos de seis horas regularmente eleva o risco de doenças metabólicas, como diabetes e obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, enfarte, e até doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. A privação crónica de sono também compromete o sistema imunitário e está associada a uma menor longevidade.
Os especialistas lembram que a maioria dos adultos precisa de 7 a 8 horas de sono por noite, sendo que algumas pessoas necessitam até de 10 horas.












