Do palco para as redes: Rock in Rio foi o grande vencedor digital do verão

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09/09/2026
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Do palco para as redes: Rock in Rio foi o grande vencedor digital do verão

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O Rock in Rio Lisboa foi o festival de música que mais conversa gerou no digital durante o verão. A conclusão é da Buzzmonitor, plataforma de Inteligência Artificial de monitorização e análise de redes sociais do Elifegroup, que analisou as menções públicas aos 12 festivais considerados mais relevantes da temporada em Portugal.

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A análise contabilizou 20.809 menções, recolhidas numa janela de 15 dias antes do início e 15 dias depois do final de cada festival. O painel incluiu o Primavera Sound Porto, Rock in Rio Lisboa, NOS Alive, MEO Kalorama, Vodafone Paredes de Coura, MEO Marés, Ageas Cooljazz, Afro Nation, Festas do Mar, Sumol Summer Fest, Neopop/Antipop e Jardins do Marquês.

Os resultados mostram uma forte concentração da atenção digital. O Rock in Rio Lisboa representa 50,9% de todas as menções, enquanto o NOS Alive surge em segundo lugar, com 24,5%. Juntos, os dois festivais concentram cerca de 75% da conversa digital analisada.

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O Primavera Sound Porto fecha o pódio, com 6% das referências, seguido pelo MEO Kalorama, com 5,5%, e pelo Vodafone Paredes de Coura, com 5,4%. Na outra ponta da tabela, Festas do Mar, Sumol Summer Fest, Neopop/Antipop e Jardins do Marquês registaram menos de 1% das menções cada.

Quando a análise passa dos festivais para os artistas, Katy Perry assume a liderança. A cantora foi responsável por 2,4% das menções relacionadas com festivais, destacando-se particularmente pelo momento de crowdsurf dentro de uma garrafa insuflável, que acabou por se tornar um dos conteúdos mais partilhados da temporada.

No ranking seguem-se Pedro Sampaio, com 1,9%, Linkin Park, com 1,8%, e Matuê e Rod Stewart, ambos com 1,1%.

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O desempenho de Katy Perry mostra também como um momento visual e inesperado pode ganhar uma segunda vida nas redes sociais, prolongando a experiência do festival para lá do recinto.

A análise da Buzzmonitor deixa ainda uma conclusão relevante para marcas e organizadores: volume de menções e impacto emocional não são necessariamente a mesma coisa.

O exemplo de T-Rex é ilustrativo. O artista fez história ao tornar-se o primeiro cabeça de cartaz português do Sumol Summer Fest, mas o festival contabilizou apenas 112 posts no período analisado.

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Também o Neopop/Antipop, apesar de reunir nomes relevantes da música electrónica, registou apenas 93 menções. Os dados sugerem que o comportamento das audiências pode variar significativamente de acordo com o género musical e o perfil do público: há comunidades que vivem intensamente a experiência no recinto, mas têm menor propensão para a transformar em conteúdo digital.

Em sentido contrário, os Turnstile destacaram-se no MEO Kalorama pela conversa espontânea gerada em torno da atuação. A banda foi particularmente associada a comentários entusiastas de descoberta e recomendação, como “fiquei fã”.

A análise revela igualmente uma estratégia relativamente clara na presença das marcas. No sector das telecomunicações, NOS, MEO e Vodafone mantêm territórios distintos: a NOS está associada ao NOS Alive, a MEO ao Kalorama e ao Marés, enquanto a Vodafone marca presença em Paredes de Coura e no palco secundário do Primavera Sound.

O mesmo acontece entre as marcas de cerveja. A Super Bock está presente em Paredes de Coura, MEO Marés e Festas do Mar; a Sagres no MEO Kalorama; a Heineken no NOS Alive e no palco principal do Neopop; e a Estrella Damm no Primavera Sound.

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Neste cenário, o MB WAY destaca-se como uma das poucas marcas com uma presença verdadeiramente transversal, marcando presença em eventos como Rock in Rio, Sumol Summer Fest e Jardins do Marquês.

Entre os festivais analisados, o NOS Alive apresenta ainda uma particularidade: um ecossistema de patrocínios diversificado, com marcas como Heineken, EY, Galp, Auchan, Fidelidade, EDP, Telpark e Cartão Jovem a desenvolverem diferentes ativações.

A análise identifica, por outro lado, uma tendência curiosa nos eventos com menor volume de conversa própria. Quando existe um espaço menos ocupado pelas marcas tradicionais, o sector imobiliário surge como alternativa.

É o caso dos Jardins do Marquês e das Festas do Mar, onde agentes da RE/MAX e da Keller Williams utilizaram os festivais como oportunidade para gerar conteúdos e associar-se à dinâmica dos eventos.

O mesmo festival, dois públicos? O que dados do Rock in Rio Lisboa dizem às marcas




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