Digi soma 2.860 reclamações no seu ano de estreia no mercado português

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Marketeer
12/11/2025
17:22
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Um ano após a sua entrada no mercado português, a operadora Digi soma 2.860 reclamações registadas no Portal da Queixa, num período marcado por grande adesão de clientes, mas também por “falhas operacionais significativas na rede e no atendimento”.

A análise divulgada pelo Portal da Queixa revela que a fase mais crítica ocorreu entre janeiro e abril de 2025, durante a integração da carteira de clientes da Nowo. Neste período, os picos de reclamações “atingiram 424 em fevereiro e 585 em abril, principalmente devido a problemas de portabilidade, falhas de serviço e interrupções na migração”.

Segundo os dados, cerca de 70% das queixas referem-se a problemas de rede e qualidade do serviço, 12,79% apontam falhas no atendimento ao cliente e 13,08% estão relacionadas com questões de cobrança. “Apesar dos desafios, a Digi mantém um Índice de Satisfação mediano, entre 53,1 e 64,1 pontos em 100, demonstrando alguma resiliência face ao elevado volume de reclamações”, refere o Portal da Queixa, em comunicado.

O perfil típico de quem reclama é maioritariamente masculino (72,55%), urbano (59,44%) e com idades entre 35 e 54 anos (55,25%), concentrando-se sobretudo nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal. Trata-se de um consumidor economicamente ativo, sensível a falhas que afetam trabalho e conectividade.

O impacto da Digi estende-se a todo o setor low-cost, provocando um “efeito dominó”. A marca tornou-se a mais pesquisada no Portal da Queixa e representou quase 75% das reclamações neste segmento, contribuindo para um aumento de mais de 1.700% nas queixas dirigidas ao mercado de baixo custo.

Citado pelo comunicado enviado à imprensa, Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, comenta que “o primeiro ano da Digi foi um teste de stress operacional que expôs fragilidades na rede e no suporte, mas também confirmou a força da sua proposta de valor, baseada em preços competitivos e ausência de fidelização. O desafio para o segundo ano será melhorar a estabilidade da rede e transformar o apoio ao cliente num canal eficaz de resolução. A marca continua a ser um dos principais agentes de transformação no setor, com potencial para consolidar a sua posição disruptiva se alinhar a performance operacional com a proposta de valor.”




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