Desafio Global entre as 10 agências de eventos mais premiadas do mundo: uma conversa com Pedro Rodrigues sobre excelência, inovação e futuro

EntrevistaNotícias
Sandra M. Pinto
25/09/2025
16:47
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Desafio Global entre as 10 agências de eventos mais premiadas do mundo: uma conversa com Pedro Rodrigues sobre excelência, inovação e futuro

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Num setor tão competitivo e em constante transformação como o da organização de eventos, destacar-se a nível mundial exige mais do que criatividade: exige consistência, coragem e uma cultura de excelência profundamente enraizada. A Desafio Global acaba de conquistar um feito notável ao entrar no top 10 do Eventex Index 2025, ranking que distingue as agências de eventos mais premiadas do mundo. Com 199 prémios acumulados, muitos deles de âmbito internacional, esta agência portuguesa não só consolida o seu lugar entre as melhores do mundo, como reforça o papel de Portugal enquanto palco e produtor de eventos com nível de classe mundial.

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Por Sandra M. Pinto

Nesta entrevista, falámos com o fundador da Desafio Global, que partilha o que significa alcançar este reconhecimento, o que distingue a agência no panorama internacional e como se constrói, e mantém, uma cultura de inovação, ambição e excelência. Uma conversa sobre o presente, mas também sobre o futuro da indústria de eventos, em Portugal e no mundo.

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O que representa para a Desafio Global estar entre as 10 agências de eventos mais premiadas do mundo?
Estar entre as 10 agências de eventos mais premiadas do mundo é um motivo de enorme orgulho para toda a nossa equipa. Este reconhecimento reforça não só a criatividade e a dedicação que conferimos aos eventos dos nossos clientes, mas também evidencia que em Portugal se organizam eventos com a mesma excelência e sofisticação que encontramos ao mais alto nível mundial. 

Como recebeu a notícia da entrada no top 10 do Eventex Index 2025? Foi uma surpresa ou um objetivo traçado?
A Desafio Global tem hoje 199 prémios conquistados, muitos deles internacionais. Gosto de pensar que os prémios não são um objetivo em si, mas sim uma consequência. Uma consequência de eventos criativos e executados com excelência. Por outro lado, este ranking reflete os prémios ganhos nos últimos três anos, o que mostra a consistência do nosso trabalho e a capacidade de manter um padrão de qualidade elevado. 

Na sua opinião, o que distingue a Desafio Global das restantes agências internacionais avaliadas?
Tenho o privilégio de estar rodeado de uma equipa talentosa. A Desafio Global funciona atualmente com seis equipas, cada qual com o respetivo Team Leader, apoiadas por uma equipa criativa de estratégia, copywriting, design 2D e 3D e soluções tecnológicas. Muitas agências internacionais, pela sua dimensão, trabalham num modelo de especialistas, em que quem gere o cliente não produz, e quem produz não pensou o evento. O nosso modelo é diferente: as equipas gerem o processo integralmente, desde o primeiro contacto até à execução do evento. Sendo um modelo mais exigente, a nível do perfil do gestor de eventos, é mais gratificamente para nós, que pensamos e executamos o evento, e para o cliente, que tem o conforto de ter sempre os mesmos interlocutores ao longo de todo o processo. 

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Como é estar à frente de países como Espanha, Itália, China e Austrália num ranking tão competitivo?
Para além dos prémios mundiais, cada país tem também os seus prémios locais. Recordo que, há alguns anos, os prémios espanhóis tiveram uma edição ibérica. Para nós, é sobretudo um elogio a Portugal e aos fornecedores que, diariamente, trabalham connosco para criar eventos memoráveis. 

Que fatores foram determinantes para conquistar 20 prémios nas últimas três edições dos Eventex Awards?
Em primeiro lugar, clientes corajosos, que confiaram em nós para criar eventos que se destacam mundialmente. Depois, uma equipa que tem sempre vontade de ir mais além. E, finalmente, uma rede sólida de parceiros em áreas como audiovisuais, catering, espaços, animação, produção e muitos outros, que tornam possível a execução de projetos desafiantes. 

Há alguma estratégia específica que a agência tem adotado para se destacar em concursos internacionais?
A “matéria prima” de base, o evento, tem de ser muito boa. Falamos de concursos avaliados por júris compostos por profissionais de topo, responsáveis de grandes marcas, líderes de agências globais e especialistas dos media do setor. São pessoas que analisam cada candidatura com um olhar crítico e especializado. O desafio está em construir um case que, em poucos minutos e páginas, consiga transmitir a essência do evento: qual era o desafio, como foi pensado e executado e, sobretudo, que impacto teve. É nesse equilíbrio entre estratégia, criatividade, execução e resultados que se conquista a atenção do júri profissional vai sempre analisar esse mix: qual o desafio de fazer esse evento, como foi feito e qual o impacto do mesmo. 

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Como é o processo interno de desenvolvimento de um projeto “premiável”? O que procuram sempre garantir em cada evento?Não difere muito de outras áreas da comunicação. Um briefing de um cliente – por vezes escasso em informação – que evoluiu para um brainstorming da equipa. Numa área tão tecnológica como esta, na fase de pensamento, muitas vezes equacionamos usar soluções técnicas inéditas. Acredito muito que um evento que não envolva coragem e desafios técnicos, dificilmente será um evento memorável e “premiável”. 

Como se constrói e mantém uma cultura de inovação e excelência num setor tão exigente e em constante mudança?
Dando empowerment às equipas. O nosso modelo assenta em “máxima liberdade, máxima responsabilidade”: confiamos na autonomia e no talento das pessoas para pensarem e executarem projetos de acordo com a sua visão e ADN.

Qual é o papel da equipa nestas conquistas? Que valores a Desafio Global promove internamente?
A nossa assinatura é “Somos o que fazemos” – e é mesmo assim. O trabalho fala por nós. Temos o privilégio de reunir uma constelação de profissionais talentosos e dedicados, que vivem cada projeto com intensidade e compromisso. O valor que cultivamos é claro: confiança mútua. Acreditamos que equipas motivadas e responsabilizadas geram os melhores resultados – e os clientes sentem isso. 

Dos projetos premiados – como o NRM@HUB (Toyota), DELOITTE IRGA Awards ou as Estoril Conferences – qual foi o maior desafio criativo enfrentado?
A complexidade. No caso da Toyota, gerir convidados de 44 nacionalidades e transformar os 10.000m2 de um Pavilhão da FIL numa cidade Toyota. No caso da Deloitte, pensar e executar uma cenografia única, integrando tecnologias pioneiras de última geração para criar conteúdos inovadores, potenciar a tecnologia e gerar dinâmicas interativas com a audiência. Por fim, no caso das Conferências do Estoril, por exemplo, envolveram a gestão de 80 oradores de várias áreas e a transformação do Atrium da Nova SBE numa local de eventos memorável.

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Há algum projeto que considere particularmente simbólico ou transformador para a identidade da Desafio Global?
Na história da Desafio Global, o projeto incontornável é o Concerto da EDP no Rio Douro. Foi um marco de coragem, originalidade e superação técnica. Continua a ser o único momento em que uma agência portuguesa recebeu o título mundial de “Best Event Agency”. Foi transformador para a nossa identidade e, ao mesmo tempo, um orgulho para o setor em Portugal. Aí tivemos o mix perfeito de um cliente corajoso, um projeto arrojado e fornecedores em todas as áreas que o projeto envolvia, ao mais alto nível de dedicação.

Este reconhecimento reforça o papel de Portugal na indústria global de eventos. Acredita que há cada vez mais espaço para agências portuguesas no circuito internacional?
Sem dúvida. Portugal já é um destino de referência para grandes eventos internacionais, pela segurança, pelo clima e pela qualidade de venues. Mas estes prémios reforçam sobretudo a mensagem de que temos talento, técnica e criatividade para competir de igual para igual com qualquer mercado. 

Que mensagem este prémio passa sobre o talento e criatividade que existe no setor de eventos em Portugal?
Passa uma mensagem de consistência no talento e qualidade dos profissionais portugueses. Portugal já está no radar dos grandes eventos internacionais por fatores como o clima, a segurança e alguns venues de referência. Os prémios passam claramente uma mensagem de grande capacidade técnica dos organizadores e fornecedores de eventos nacionais. 

Como vê a evolução da indústria de eventos em Portugal nos próximos anos? Estamos preparados para competir com os grandes mercados?
Há um desafio de escala com as oportunidades geradas pelos clientes nacionais. Comparado com outros mercados, cuja dimensão é significativamente maior, as oportunidades com clientes nacionais são sempre mais limitadas. Obviamente que o mercado de oportunidades nacionais pode sempre ser complementado com projetos internacionais que decorram em Portugal. Acredito numa evolução constante nos próximos anos que obrigará a manter uma consistência no grau de excelência que tem caracterizado este mercado. 

Depois de conquistar um lugar entre as 10 melhores agências do mundo, o que vem a seguir para a Desafio Global? Qual é o próximo grande objetivo?
Continuar a crescer com consistência. O próximo grande objetivo é consolidar a presença internacional e, ao mesmo tempo, manter a confiança dos clientes que nos procuram em Portugal. O desafio é equilibrar inovação com sustentabilidade. 

Este reconhecimento muda a forma como pensam os próximos projetos? Há uma pressão maior para inovar ou superar o que já foi feito?
Sim, naturalmente cria responsabilidade acrescida. Mas a nossa filosofia é não trabalhar para “superar prémios”, mas sim para superar expectativas de clientes e público. A inovação surge como consequência desse compromisso. 

Planeiam reforçar a presença internacional da agência? Há mercados específicos onde gostariam de crescer ou estabelecer parcerias?
Sim. Já temos experiência em projetos internacionais e queremos reforçar esse caminho. Existem mercados emissores particularmente interessantes, tanto pelo dinamismo como pela escala de oportunidades. 

Como a Desafio Global pretende manter a consistência e qualidade criativa num setor em constante evolução?
Combinando talento humano com atualização constante. Apostamos em formação, em atrair perfis diversos para as equipas e em acompanhar de perto as tendências tecnológicas e criativas.

Que tendências globais estão a acompanhar de perto e que podem influenciar os próximos eventos produzidos pela agência? Estamos atentos à integração da inteligência artificial em processos criativos e de produção, à crescente valorização da sustentabilidade e à importância de experiências imersivas.

A distinção no Eventex Index pode abrir portas para novas colaborações internacionais? Já surgiram convites ou propostas desde o anúncio?
Sim, tivemos novos contactos internacionais desde o anúncio. A distinção funciona como selo de confiança e abre portas a colaborações que, de outra forma, seriam mais difíceis de alcançar. 

Como se preparam internamente, em termos de equipa, formação e estrutura, para continuar a crescer de forma sustentável e global?
Com planeamento e investimento. Reforçamos as equipas sempre que necessário, apostamos na formação contínua e mantemos uma estrutura ágil, capaz de se adaptar a diferentes dimensões e geografias de projetos. 

Que papel quer que a Desafio Global desempenhe no futuro da indústria de eventos – apenas como executora de excelência ou também como líder de pensamento e inovação?
Ambos. Queremos continuar a ser referência pela execução de excelência, mas também contribuir para o pensamento estratégico e para a inovação no setor, partilhando conhecimento e inspirando boas práticas. 

Se olharmos para a Desafio Global daqui a cinco anos, onde espera que esteja?
Vejo a Desafio Global como uma agência mundial de referência, com projetos premiados e equipas a operar em diferentes mercados, mas mantendo sempre a mesma identidade: a proximidade, a criatividade e o foco no cliente. 

A nível pessoal, o que este prémio representa para si como líder e fundador da agência?
Um orgulho enorme na nossa equipa. Se nos primeiros anos de vida da Desafio Global eu teria de estar envolvido em todos os projetos, hoje, tenho o privilégio de assistir a dezenas de eventos a nascerem nas mãos de profissionais talentosos, comprometidos e apaixonados. É isso que me deixa mais feliz.






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