Depois do Colombo, Steve Madden tem planos para abrir lojas de rua (e em outros shoppings)

EntrevistaNotícias
Maria João Lima
02/10/2025
18:50
EntrevistaNotícias
Maria Joao Lima
02/10/2025
18:50

Partilhar

A mais recente loja da Steve Madden em Portugal está localizada no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, mais especificamente no piso 1.

A nova morada da insígnia norte-americana foi idealizada para reflectir a identidade da Steve Madden, trazendo a energia cosmopolita de Nova Iorque, cidade onde a marca nasceu. Esta nova localização vai permitir uma aproximação ainda maior do público, ao disponibilizar os designs da Steve Madden num dos maiores centros comerciais do País.

Tratou-se da quarta abertura da marca norte-americana em Portugal, reforçando a aposta no mercado nacional e consolidando o seu crescimento desde a chegada em 2019, quando abriu a primeira loja no Norte Shopping. De lá para cá juntaram-se-lhe os espaços no Vasco da Gama, no CascaiShopping e, desde há umas semanas, no Centro Comercial Colombo.

Em conversa com a Marketeer, na inauguração oficial da loja, Nancy Oliveira, directora geral da Steve Madden Portugal, levanta o véu dos planos de expansão para o mercado nacional.

O que é que vos fez abrir em Julho um espaço no Colombo? O que é que esta localização tem de especial e o que é que estão a conseguir com esta loja?

Continue a ler após a publicidade
Nancy Oliveira, directora geral da Steve Madden Portugal

A abertura do Colombo estava planeada e na nossa agenda desde sempre. Estávamos a pensar abrir a loja cá em 2022, mas não tinham espaço. Estivemos à espera e agora conseguimos entrar neste shopping. Não é o espaço ideal. Estávamos a pensar abrir num espaço maior, porque é preciso, uma vez que a marca tem desde sapatos a acessórios, passando por malas e roupa. Gostávamos de poder ter tudo isso cá.

O Colombo é um shopping do melhor que temos no nosso País, a nível de espaço e de tráfego. O cliente é extremamente jovem e portanto faz todo o sentido. Nesta zona não tínhamos loja. Já tínhamos no Vasco da Gama, em Cascais, mas fazia falta, nesta zona de Lisboa.

Nestes primeiros dois meses de loja aberta, qual tem sido o cliente que tem passado pela loja e que tem efectivamente comprado?

Continue a ler após a publicidade

O nosso cliente, aqui no Colombo, desde que abrimos, notamos que é um cliente acima dos 30 anos. Temos tido muitas visitas a congratularem-nos por finalmente termos chegado ao Colombo.
Temos também muitas pessoas mais jovens a passarem cá, a dizerem que nos viram nas nossas redes e que ficaram contentes por poderem ver o produto ao vivo.

O que é que, ao nível de tipo de produtos, se vende mais na loja do Colombo?

Sem dúvida, as sapatilhas, sem brilhos. E especialmente o modelo que mais vendemos, que são os Possession. E temos tido também o oposto, que são os nossos stiletto de sapatos altos. E também as malas.

Isso é igual em todas as lojas ou aqui é diferente?

Varia. Na zona norte, vendemos mais os artigos especiais, mais diferentes, produtos com mais brilhos. Também nas sapatilhas vendemos as que têm mais brilhos. Em Cascais, são artigos mais clássicos, mais conservadores.

Continue a ler após a publicidade

A seguir é esta, quais é que são as próximas localizações no pipeline de aberturas?

O nosso plano é, sem dúvida, expandir o nosso negócio de retalho. Estamos à procura de outros shoppings, também aqui na zona de Lisboa, nomeadamente Amoreiras. E estamos, sem dúvidas, a apostar em lojas de rua, tanto em Lisboa como no Porto.

No comércio de rua, geralmente, o cliente é um bocadinho diferente…

É diferente e melhor. Nós queremos clientes de shopping também na rua. E os turistas que nos visitam e que já conhecem a marca dos Estados Unidos, de Espanha, da Holanda, entre outros países.

Têm sido feitas muitas vendas feitas para turistas?

Muitas mesmo. Da União Europeia, do Brasil e dos EUA há muitas senhoras que adoram a marca.

Referiu perspectivas de abrir em Lisboa e no Porto. A que prazo?

2026, sem dúvida, irá trazer novidades.

Mas já há espaços em negociação?

Em shoppings há espaços em negociação. Na rua é muito mais difícil. Não há espaços.

Texto de Maria João Lima

*A jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico




Notícias Relacionadas

Ver Mais