De uma sanita de ouro a um quadro de Klimt: as peças que bateram recordes em leilões

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21/02/2026
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De uma sanita de ouro a um quadro de Klimt: as peças que bateram recordes em leilões

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Apesar da incerteza económica e da volatilidade dos mercados financeiros, o mercado da arte mostrou-se resiliente em 2025, com leilões que alcançaram valores recorde e consolidaram o colecionismo como refúgio de valor. Segundo o Relatório de Arte Contemporânea 2025 (HAT 100), da seguradora Hiscox, embora as vendas de arte contemporânea tenham recuado 27% face ao ano anterior, os compradores concentraram-se em peças únicas e de alta qualidade, elevando lotes específicos a cifras históricas.

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Entre as obras que marcaram o ano destacam-se:

“O Retrato de Elisabeth Lederer”, de Gustav Klimt, confiscado pelos nazis e recuperado na década de 1980, tornou-se a obra de arte moderna mais cara alguma vez leiloada, atingindo 236,4 milhões de dólares em Nova Iorque.

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Uma sanita em ouro maciço de 18 quilates, do artista Maurizio Cattelan, alcançou 12,1 milhões de dólares, confirmando o apetite por arte contemporânea irreverente e provocadora.

Um relógio de ouro do Titanic, pertencente a Isidor Straus, bateu recordes para objetos ligados ao famoso navio, sendo vendido por cerca de 2 milhões de euros.

O icónico “Ovo de Inverno” de Fabergé, desaparecido em 1975 e reaparecido em 1994, atingiu 26 milhões de euros, refletindo o interesse por peças de luxo histórico e arte decorativa.

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No domínio histórico, uma moeda espanhola do século XVII leiloada por 2,4 milhões de euros triplicou o seu valor anterior, evidenciando o crescimento da numismática como investimento alternativo.

A cultura popular também marcou presença: uma garrafa de Dom Pérignon Vintage 1961, servida no casamento de Carlos e Diana, foi vendida entre 67.000 e 80.000 euros, e o vestido branco plissado de Marilyn Monroe, usado em “O Pecado Mora ao Lado”, atingiu 5,6 milhões de dólares, tornando-se a peça de moda mais cara alguma vez leiloada.

Finalmente, um retrato de George Washington, de Gilbert Stuart, foi vendido por 2,8 milhões de dólares, superando estimativas e reforçando o valor de peças com peso histórico e simbólico.

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De obras-primas da arte moderna a relíquias históricas e peças insólitas, 2025 consolidou-se como um ano em que raridade, proveniência e narrativa foram tão importantes quanto o próprio valor financeiro, mostrando que o colecionismo continua a fascinar e a desafiar limites.




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