Para Vaida Noreikienė, a confiança vale mais do que a visibilidade.
No mundo actual, nunca foi tão fácil alcançar visibilidade. Quem o diz é VaidaNoreikienė, fundadora e CEO da Upfront Pharma e da B-Link Pharma: «Com as redes sociais, os criadores de conteúdo e a publicidade digital, as marcas conseguem chegar a milhões de consumidores em poucos dias», começa por dizer. No entanto, nas áreas da saúde e da dermocosmética, a visibilidade, por si só, não basta. A confiança continua a ser o activo mais valioso que uma empresa pode construir.
Como farmacêutica e empreendedora, Vaida Noreikienė dedicou a sua carreira à intersecção entre ciência, saúde e negócios. Quando olha para trás, percebe que o seu percurso profissional nunca teve como objectivo criar produtos: «O meu propósito sempre foi identificar inovações com verdadeiro valor, levá-las aos mercados certos e construir a confiança necessária para que essas inovações pudessem prosperar». Foi assim que nasceram a B-Link Pharma e a Upfront Pharma.
Todas as decisões das duas empresas assentam na sua formação em Ciências Farmacêuticas. Habituada a avaliar evidência científica, formulações e dados clínicos, a CEO acredita que essa abordagem se tornou uma das suas maiores vantagens competitivas. «Quando avalio novas oportunidades, faço naturalmente mais perguntas.» A ciência é credível? Existe evidência científica que sustente as alegações? Os profissionais de saúde podem recomendar o produto com confiança? Será que este produto responde a uma necessidade real dos consumidores?
Num mercado saturado de tendências e estratégias de marketing, Vaida Noreikienė a afirma que a credibilidade científica continua a ser um filtro essencial. A visibilidade desperta interesse, mas o crescimento sustentável constrói-se através da confiança, da consistência, da transparência, dos resultados e da recomendação dos profissionais de saúde.
E onde entra Portugal neste contexto? Para a CEO, Portugal tem sido uma parte muito importante do seu percurso profissional: «O mercado português de saúde e da farmácia combina elevados padrões profissionais com consumidores cada vez mais envolvidos, que valorizam a qualidade e a credibilidade científica.» Na Upfront Pharma, a missão não passa apenas por distribuir produtos, mas por identificar inovações diferenciadoras e apoiar a sua introdução e crescimento no mercado nacional.
Fillerina foi uma escolha evidente por apresentar uma abordagem diferenciadora aos cuidados anti–envelhecimento da pele. Desenvolvida pelos laboratórios suíços Labo Cosprophar, a marca assenta na patente Transdermic Technology® e na utilização de 12 tipos de ácido hialurónico, contribuindo para melhorar a hidratação, a densidade cutânea e a aparência das rugas.
Crescina, por sua vez, despertou igualmente o interesse da CEO por responder a uma das preocupações mais significativas para muitos consumidores: a queda de cabelo. A marca aposta na regeneração fisiológica do cabelo, em vez de oferecer apenas um benefício cosmético, apoiando o ciclo natural de crescimento capilar em pessoas cujos folículos pilosos permanecem viáveis, mas apresentam actividade reduzida. «Quando o folículo continua vivo, existe a possibilidade de estimular o crescimento fisiológico do cabelo através de soluções desenvolvidas com base científica.»
Para a Upfront Pharma, Fillerina e Crescina representam exactamente o tipo de inovação que procura: soluções sustentadas pela ciência, diferenciadas pela tecnologia e capazes de gerar valor duradouro. Mas a inovação exige educação. «Uma das lições mais importantes que aprendemos é que a inovação exige frequentemente educação antes de alcançar sucesso comercial.» Como ambas introduziram conceitos pouco familiares no mercado, a educação tornou-se uma prioridade estratégica para a UpfrontPharma e a B-Link Pharma.
A dermocosmética está a entrar numa nova fase, marcada pela convergência entre ciência, tecnologia e personalização. Os consumidores estão mais informados e exigem soluções adaptadas às suas necessidades, sustentadas por evidência científica. «A inteligência artificial terá, sem dúvida, um papel importante nesta evolução: pode ajudar a identificar padrões, melhorar a personalização e apoiar o desenvolvimento de novos produtos. No entanto, a tecnologia deve complementar o conhecimento científico e não substituí-lo», refere. Para Vaida Noreikienė, o futuro pertence às marcas capazes de combinar inovação com credibilidade, oferecendo resultados mensuráveis, seguros e comunicados com transparência.












