A especialista em cibersegurança María Aperador alertou para uma nova vaga de burlas associadas a lojas de roupa online falsas, que estão a ser amplamente promovidas nas redes sociais, sobretudo através de anúncios no Instagram e Facebook.
Segundo a informação divulgada pela própria especialista nas suas redes sociais e avançada pelo jornal 20minutos, os cibercriminosos estão a criar páginas que imitam marcas de moda reais ou lojas aparentemente legítimas, apesar de não existirem na realidade.
Estes esquemas recorrem a estratégias cada vez mais sofisticadas para enganar os consumidores, incluindo descontos apelativos, avaliações falsas e imagens geradas por inteligência artificial que simulam produtos e montras reais, aumentando a credibilidade das páginas fraudulentas.
O objetivo destas lojas falsas passa não só por obter pagamentos por encomendas que nunca são entregues, mas também por recolher dados pessoais e bancários dos utilizadores, como nomes, moradas e informações de cartões, que podem ser usados posteriormente em novas fraudes.
De acordo com a especialista, este tipo de burlas tende a intensificar-se em períodos de maior consumo, como a época de eventos sociais, incluindo casamentos, batizados e comunhões, quando muitos utilizadores procuram roupa online com maior urgência.
Entre os principais sinais de alerta estão a ausência de ligação segura “https”, dados de contacto pouco claros ou inexistentes e métodos de pagamento pouco seguros, incluindo pedidos através de aplicações de mensagens como WhatsApp ou Telegram.
Também é recomendada atenção à qualidade das imagens utilizadas, uma vez que conteúdos demasiado perfeitos ou inconsistentes podem indicar páginas fraudulentas.














