A sustentabilidade está a ganhar cada vez mais peso na transformação da operação dos CTT. A empresa, que participa pelo oitavo ano consecutivo no Green Postal Day, iniciativa promovida pelo International Post Corporation (IPC), fechou 2025 com 51,1% da frota própria de última milha composta por veículos verdes.
A evolução acontece num contexto de mudança mais abrangente no setor postal. Os operadores que participam na iniciativa já conseguiram reduzir em mais de 40% as emissões anuais globais de carbono face a 2008, aproximando-se do objetivo de cortar 50% até 2030.
Para os CTT, a transição passa por várias frentes da operação. A empresa estabeleceu como meta para 2030 reduzir em 55% as emissões absolutas de gases com efeito de estufa face a 2021, utilizar exclusivamente eletricidade de origem renovável e ter uma frota própria de última milha integralmente verde. A estratégia prevê ainda a utilização de materiais reciclados ou reutilizados em toda a oferta de correio, expresso e encomendas.
Os primeiros resultados já são visíveis. Além de ultrapassar a meta definida para 2025 na frota de última milha, os CTT terminaram o ano com quase 1.500 veículos elétricos em operação e colocaram em circulação o primeiro veículo pesado elétrico a operar em Portugal.
Também na energia a empresa apresenta resultados: em 2025, 100% da eletricidade consumida teve origem em fontes renováveis. Na área das embalagens, 90,1% da oferta de correio expresso e encomendas já incorporava materiais reciclados e/ou reutilizados.
“A transição climática exige o contributo de todos os setores e a atividade postal, pela dimensão das suas operações, tem a responsabilidade de estar na linha da frente da descarbonização”, afirma Guy Pacheco, CEO dos CTT. Para o responsável, a estratégia passa pela eletrificação da frota, por soluções de entrega mais eficientes e pela utilização de energias renováveis.
A redução do impacto ambiental está também a ser trabalhada através da tecnologia. Digitalização da rede logística, telemetria da frota e otimização de rotas são algumas das ferramentas utilizadas para tornar as operações mais eficientes. A expansão de soluções Out-of-Home, como a rede Locky, procura igualmente concentrar entregas e reduzir deslocações associadas à distribuição.
Na produção de energia, os CTT têm em curso, em parceria com a EDP, o projeto “Bairros Solares”, que prevê a instalação de painéis fotovoltaicos em edifícios da empresa. A energia gerada pode ser utilizada para autoconsumo, enquanto os excedentes são partilhados com as comunidades envolventes.
O impacto das medidas já adotadas também pode ser medido na relação entre atividade e emissões. Entre 2021 e 2025, os CTT conseguiram reduzir em 47,9% a pegada carbónica por objeto expresso entregue.
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