Corticeira Amorim com projecto de design para Nova Iorque

Cortiça, Nova Iorque e cinco estúdios de designers. Tudo junto resulta em City Cortex, um programa da Corticeira Amorim concebido pela experimentadesign que tem como objectivo máximo destacar todas as potencialidades deste material.

“O City Cortex olha para as cidades do século XXI como organismos vivos e dinâmicos, tendo em consideração os desafios de urbanismo que enfrentam, de entre os quais se destacam a mobilidade, a segurança, o conforto, a sustentabilidade, as alterações climáticas e a coesão social”, informa a empresa. Com esta base, e a partir de contribuições de arquitectos e designers como Diller Scofidio + Renfro, Gabriel Calatrava, Leong Leong, Sagmeister & Walsh e Philippe Starck, City Cortex procura a criação de peças originais, feitas em cortiça e destinadas ao espaço urbano da cidade de Nova Iorque.

O programa envolve uma componente de pesquisa acerca do potencial da cortiça portuguesa e da respectiva indústria e uma componente de investigação em torno dos laços históricos que unem Portugal aos Estados Unidos da América. Daí ter sido escolhida Nova Iorque enquanto palco da iniciativa, sendo que, no final, a cidade receberá uma exposição e acolherá os diferentes projectos desenhados e produzidos. Projectos esses que têm um perfil temporário de três meses mas que Guta Moura Guedes, presidente da experimentadesign, acredita «poderem vir a ficar permanentes», pelo menos alguns deles.

Os cinco estúdios convidados estão já a produzir projectos específicos para a cidade a partir de um briefing definido pela experimentadesign. Contando com todo o apoio técnico da Corticeira Amorim, os estúdios tiveram liberdade total para a interpretação do respectivo briefing e para a criação de soluções inovadoras. Os projectos criados, que poderão ter escalas e propósitos distintos – aliás, Guta Moura Guedes fala de grande diversidade nas propostas, que tem vindo a acompanhar de perto – começarão por ver os seus conceitos apresentados em Fevereiro do próximo ano. Em Junho, então sim, serão revelados publicamente, em Nova Iorque de duas formas: uma exposição, onde serão apresentados desenhos, maquetes e elementos de desenvolvimento do processo criativo; intervenções, à escala real, na sua totalidade ou em fragmentos, em espaços públicos ou semipúblicos de Manhattan.

“Os EUA utilizam  cortiça na produção industrial e na arquitectura e design há mais de 100 anos. Arquitectos como Frank Lloyd Wright e Marcel Breuer integraram-na nos seus projectos, contrariamente a muitos arquitectos contemporâneos. A cortiça surge também associada à indústria automóvel e, mais recentemente, à indústria aeronáutica. Durante um longo período, sobre o qual existe ainda pouca informação, o uso da cortiça foi frequente nos EUA. É intenção de City Cortex produzir conhecimento sobre este período, numa cronologia que se estende desde o início do século XX até aos dias de hoje, no sentido de o aprofundar, sistematizar e partilhar informações e curiosidades”, sustenta a empresa que olha para este tipo de trabalhos e parcerias como uma área de elevado potencial e desenvolvimento futuro.

Aliás, segundo o presidente António Rios Amorim, a Corticeira – que ainda tem nas rolhas mais de 90% do seu volume de negócios, estimado em perto de 800 milhões de euros – está a investir em novas áreas e outro tipo de fábricas, para acrescentar valor através da diversidade.

E, depois de Nova Iorque, tanto António Rios Amorim como Guta Moura Guedes gostavam de levar o projecto a outras cidades do Mundo. Onde, precisamente, a corticeira também quer crescer em outras áreas, para além da rolha.

Texto de M.ª João Vieira Pinto

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