Compras feitas por agentes de IA vão triplicar para 3,35 biliões de dólares. Eis o que isso significa para as marcas

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24/07/2026
10:04
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Compras feitas por agentes de IA vão triplicar para 3,35 biliões de dólares. Eis o que isso significa para as marcas

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A inteligência artificial está prestes a assumir um papel cada vez mais relevante nas decisões de compra dos consumidores. De acordo com um novo estudo da PHD, agência de meios da Omnicom Media Group, em parceria com a WARC, as compras realizadas através de agentes de IA deverão atingir 3,35 biliões de dólares até 2030, o equivalente a cerca de 3,8% de todo o consumo privado mundial.

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A projeção representa uma forte aceleração face a 2026, sendo que se estima que este ano os chamados AI agents sejam responsáveis por facilitar cerca de 944 mil milhões de dólares em compras, o que corresponde a aproximadamente 1,3% do consumo global. Em apenas quatro anos, esse valor deverá assim mais do que triplicar.

Segundo o estudo, os agentes de IA deixarão de ser apenas ferramentas para pesquisar produtos ou comparar preços, passando gradualmente a tomar decisões de compra em nome dos consumidores, dentro dos critérios previamente definidos por cada utilizador. O fenómeno, conhecido como agentic commerce, está a obrigar as marcas a repensar a forma como comunicam, vendem e constroem relações com os consumidores.

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Os investigadores antecipam que os Estados Unidos, China e Reino Unido liderem esta transformação, sendo que só o mercado norte-americano deverá representar cerca de 1,1 biliões de dólares em compras mediadas por IA até 2030, equivalente a quase um terço do total mundial. No conjunto, os dez maiores mercados concentrarão perto de 68% deste novo volume de consumo.

Há também setores onde a mudança deverá acontecer mais rapidamente. Telecomunicações, serviços financeiros e viagens e transportes surgem como as categorias mais preparadas para um modelo em que agentes de IA interagem diretamente com sistemas das empresas para pesquisar, comparar e concluir compras. Já áreas como alimentação, bebidas ou media deverão acompanhar esta evolução numa fase posterior.

Para os responsáveis pelo estudo, esta mudança obriga os departamentos de marketing a adaptarem-se a uma realidade em que já não basta convencer o consumidor, sendo que será igualmente necessário conquistar a confiança dos algoritmos que irão selecionar produtos e serviços em nome dos utilizadores.

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Segundo o relatório, isso obrigará as empresas a reverem desde a arquitetura da informação dos seus produtos até às estratégias de SEO, comércio eletrónico e gestão de dados. As marcas terão de disponibilizar informação estruturada, fiável e facilmente interpretável pelos modelos de inteligência artificial, sob pena de perderem visibilidade num processo de compra em que o agente poderá filtrar automaticamente centenas de opções antes mesmo de o consumidor as ver.

O documento destaca ainda que o branding continuará a ser determinante, mas por razões diferentes pois se hoje a notoriedade influencia diretamente a decisão do consumidor, no futuro poderá ser um dos fatores que alimentam a confiança dos próprios agentes de IA. Em paralelo, atributos como avaliações verificadas, políticas de devolução, transparência de preços, disponibilidade de stock ou rapidez de entrega deverão ganhar um peso crescente nos critérios utilizados pelos agentes para recomendar uma marca em detrimento de outra.

Para os departamentos de marketing, isso significa preparar estratégias para dois públicos em simultâneo: as pessoas e os agentes digitais. O relatório defende que as marcas terão de otimizar a comunicação para consumidores humanos, mas também garantir que os seus conteúdos, catálogos e ativos digitais são facilmente compreendidos pelos sistemas de IA, criando aquilo a que chama uma nova camada de visibilidade no comércio digital.




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