Em tempos de inflação crescente, cada ida ao supermercado pesa no orçamento familiar. Para muitos consumidores, aprender a comprar de forma estratégica tornou-se essencial para evitar gastos desnecessários. Surge assim o fenómeno do “backwards shopping” ou “compra ao contrário”, uma abordagem que consiste em começar por verificar a despensa, o frigorífico e o congelador antes de elaborar a lista de compras.
A prática, popularizada pela influenciadora britânica Lauren Thorpe, promete poupanças anuais de até 700 euros, segundo o meio francês Presse Citron. O método é simples e eficaz: ao conhecer os produtos que já existem em casa, os consumidores conseguem planear refeições de forma mais racional, reduzir compras impulsivas e minimizar o desperdício alimentar.
Mais do que uma estratégia económica, o backwards shopping tem impacto ambiental: grande parte da comida desperdiçada não estraga por estar fora de prazo, mas porque é comprada em excesso ou esquecida. Planear a compra com base no que já se tem permite consumir antes os produtos existentes, contribuindo para uma redução significativa do desperdício doméstico.
A tendência não exige grandes sacrifícios nem mudança radical de hábitos, mas ajuda a travar dois comportamentos dispendiosos: comprar por impulso e deixar caducar produtos em casa. Em tempos em que cada euro conta, a técnica pode transformar pequenas mudanças no dia a dia em poupanças concretas e sustentáveis.












