Como Paco Cruz está a levar a Major West além-fronteiras

O novo filme da Lynx, marca que em Portugal assume a designação Axe, para o Reino Unido conta com realização portuguesa. Paco Cruz foi o escolhido para dirigir a campanha cujo mote é “The Gold Brotherhood” e que encontra no pugilista Anthony Joshua o seu protagonista.

Segundo a Major West, produtora portuguesa fundada por Paco Cruz e Inês Ferreira da Cruz, o convite partiu directamente da agência londrina VCCP Kin. Este tem sido, de resto, um cenário recorrente: marcas e agências internacionais procuram a Major West no sentido de colaborarem com Paco Cruz – que, em Portugal, trabalha em exclusivo para a produtora que ajudou a criar.

Lançada no mercado nacional há dois anos, a Major West tem sabido aproveitar o interesse que o realizador gera lá fora, tal como Inês Ferreira da Cruz explica à Marketeer: «Tínhamos noção de que, sendo uma produtora de um realizador que tinha uma carreira internacional, fazia sentido ter uma empresa onde o mercado nacional e o mercado internacional se pudessem unir sem a separação habitual.»

Nascia, então, uma estratégia assente em três modelos de negócio. Em primeiro lugar, a Major West apresenta-se como uma produtora que serve o mercado interno, seguindo os moldes e regras tradicionais. Foi neste âmbito que desenvolveu, por exemplo, a campanha “Amigos não têm defeitos, têm feitios” da Super Bock – e para a qual trouxe a Portugal o realizador Johnny Green.

Em segundo lugar, aproveitam os projectos em que pedem directamente Paco Cruz como realizador para tentar angariar, sempre que possível, a produção para Portugal. «A vantagem é que nós conhecemos o nosso realizador, tornando mais fácil viabilizar os projectos. Usamos equipas portuguesas e trazemos técnicos estrangeiros consoante as necessidades de cada projecto», explica a mesma responsável, indicando que, na próxima semana, será desvendado um novo trabalho que segue esta lógica.

Por fim, a Major West garante que providencia produção de qualidade para qualquer projecto estrangeiro. «Em Portugal, temos equipamento e equipas de topo e somos capazes de providenciar qualquer tipo de decor», conclui Inês Ferreira da Cruz.

Texto de Filipa Almeida

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