Como é a relação dos portugueses com as redes sociais?

Em Portugal, 38% dos utilizadores de redes sociais afirmam ser influenciados pelas opiniões partilhadas online. Porém, nem todas as plataformas têm o mesmo valor neste campo. O Facebook, por exemplo, é considerado por 85% dos internautas nacionais como a plataforma mais comentada no círculo de amigos. O Twitter, por seu turno, destaca-se pelo poder de influência a nível de opiniões globais.

Estas são algumas das principais conclusões do “Wave 9 – The Meaning of Moments”, estudo elaboradora pela UM em 78 países, incluindo Portugal. O objectivo deste trabalho é mostrar que “à medida que a atenção dos consumidores se dispersa, é cada vez mais crucial que as marcas consigam detectar os momentos do quotidiano em que podem estar presentes”.

O mesmo estudo revela que, em Portugal, aproximadamente 94% dos utilizadores das redes sociais mantém o seu perfil activo, acima da média global de 85%. Relativamente ao propósito de utilização, 58% dos inquiridos usam este tipo de plataformas para se entreterem e 54% para se expressarem.

Segundo o “Wave 9”, esta predilecção pela interacção online tem levado a um fenómeno transversal a todo o globo de ansiedade na ausência de acesso à Internet: 49% em Portugal e 59% a nível mundial, em termos médios. O estudo fala em “stress digital”, ou seja, a necessidade de estarmos sempre actualizados nas redes sociais e que tende a acentuar-se. Isto porque 52% dos portugueses acredita que haverá cada vez mais acesso à Internet através de dispositivos móveis, “promovendo a conectividade permanente”.

Oportunidade para as marcas?

«As plataformas sociais e os dispositivos móveis vieram exponenciar as oportunidades de interacção das marcas com os consumidores. No entanto, esta é uma realidade perversa, já que a multiplicidade de contactos a que o consumidor está exposto torna também cada vez mais difícil às marcas diferenciarem-se neste ecossistema», refere Pedro Batista, director-geral da UM.

O responsável considera que se trata «literalmente de ‘aproveitar o momento’, estar no local certo, à hora exacta». Mas para isso, é necessário dar um passo atrás e perceber quem são os consumidores e como se comportam, sendo que o estudo “Wave 9” pretende fazer isso mesmo.

Uma das conclusões aponta para o elevar das expectativas dos consumidores em relação às marcas, fazendo com que o sucesso esteja do lado das que apostam no empowerment dos mesmos, bem com numa relação em tempo real. Uber, Netflix, Spotify e Airbnb são exemplos apontados.

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