Como as novas gerações estão a redefinir o comércio digital à boleia das redes digitais

Notícias
Marketeer
15/12/2025
17:00
Notícias
Marketeer
15/12/2025
17:00


Partilhar

O comércio digital já não se limita às “tradicionais” lojas digitais, com as redes sociais — como o TikTok, Instagram e Facebook — a figurarem também como autênticas lojas interativas, onde os utilizadores não só consomem conteúdos mas também fazem compras em tempo real.

E de acordo com o estudo “Rewriting the US E-commerce Playbook” , conduzido pela Statista e Semrush e citado pelo Merca 2.0, a ascensão do comércio nas redes sociais não é uma tendência passageira, mas sim uma transformação estrutural na forma como as novas gerações, em especial a Geração Z, fazem compras.

E isso deve-se ao facto de a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) estar constantemente exposta a conteúdos em vídeo (shorts, reels, lives), à influência dos criadores de conteúdo e dos microinfluencers, da integração entre entretenimento e comércio ou da praticidade de “ver e comprar” sem sair de uma única app, além de que as novas gerações já não fazem uma distinção clara entre conteúdo e publicidade, com um vídeo de compras, uma crítica (review) ou uma recomendação em vídeo a poderem ser mais persuasivos do que um anúncio tradicional.

O TikTok Shop, lançado nos Estados Unidos em 2023, por exemplo, cresceu rapidamente para se tornar num dos principais motores de comércio eletrónico junto da Geração Z. Na verdade, segundo o estudo, mais de 50% dos utilizadores do TikTok terão feito pelo menos uma compra na plataforma, com os recursos integrados de compras da plataforma a impulsionarem também “marcas emergentes a níveis de crescimento recorde”.

Para esse sucesso contribuiu o facto de tudo acontecer dentro do TikTok (desde a descoberta do produto até ao próprio pagamento), de o envio ser gerido ela própria plataforma (melhorando a experiência logística), de serem feitas recomendações algorítmicas hiperpersonalizadas a cada um dos utilizadores, da publicação de conteúdos pelos próprios utilizadores (o que acrescenta autenticidade às avaliações) e de os criadores de conteúdo poderem monetizar as suas vendas diretamente (dando origem a uma economia baseada em afiliados e impulsionada pelo algoritmo da plataforma).

Mas embora o TikTok tenha ganhado impulso, a Meta (dona do Instagram e Facebook) não ficou para trás, através do Instagram Shopping e do Marketplace do Facebook, oferecendo etiquetas de produtos em posts, reels e stories, lojas integradas em perfis de marca ou criador, finalização de compras no aplicativo em determinados mercados, catálogos de produtos sincronizados com plataformas como Shopify ou WooCommerce.

Segundo o estudo, 30% das compras iniciadas nas redes sociais nos Estados Unidos vêm da Meta, com o seu potencial de crescimento a continuar alto em categorias como moda, beleza, fitness e artigos para o lar.

Este crescimento do comércio nas redes sociais levou obriga inclusive as marcas tradicionais a repensarem as suas estratégias digitais, com o estudo a mostrar que aquelas que não conseguem integrar os seus produtos nestes ecossistemas perdem relevância para marcas emergentes, nativas digitais, que nascem no TikTok ou Instagram.

Perante esse cenário algumas marcas estão a apostar em estratégias que vão do lançamento de produtos exclusivos para redes sociais a colaboração com influenciadores para campanhas de vendas nas redes sociais ou criação de conteúdo próprio em reels ou lives.




Notícias Relacionadas

Ver Mais