Com 10 mil euros pode entrar para o grupo de investidores que está a recuperar a marca portuguesa Famel

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Maria João Lima
10/09/2024
13:35
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Com 10 mil euros pode entrar para o grupo de investidores que está a recuperar a marca portuguesa Famel

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A marca histórica de motociclos Famel abriu uma nova ronda de investimento pensada para captar o investimento de entidade privadas. O objectivo é revitalizar a marca e trazer a emblemática XF-17, agora eléctrica, de volta à estrada.

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«A recuperação da Famel não é apenas sobre a produção de motocicletas. É sobre reacender uma paixão e um legado», afirma Joel Sousa, CEO & re-founder da marca portuguesa, acrescentando que «com o renascimento da icónica XF-17, a FAMEL não só preserva a sua herança como também se adapta à nova tendência pela procura de soluções de mobilidade sustentáveis e eficientes».

O Fundo Novus, gerido pela Magnify Capital Partners, em parceria com o Banco Português de Fomento, já investiu 2,45 milhões de euros na revitalização da marca, a que se juntará o investimento de entidades privadas. Segundo informação dada esta manhã na apresentação à imprensa das novidades da Famel por Pedro Ortigão Correia, partner na Magnify Capital Partners, os investidores particulares poderão entrar no negócio com um investimento mínimo de 10 mil euros.

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Finalizada esta ronda, a Famel estará em condições de acelerar o plano estratégico da empresa de revitalizar a marca. Joel Sousa acredita que as primeiras 100 unidades encomendadas começarão a ser entregues na Primavera de 2025. O re-founder da marca contou esta manhã que a previsão é que em 2026 sejam produzidas cerca de 700 unidades e a partir de 2029 cerca de 2.000 unidades por ano que deverão ter como destino principal o mercado europeu. «Temos bastantes pedidos de comunidades portuguesas que vivem na Europa», revelou. Quanto a preços de venda ao público, conte com 6.500 euros para poder ter a sua Famel.

Além do facto de ser eléctrica, a nova Famel vai incorporar componentes 50% feitos em Portugal e 80% europeus, o que traz vantagens na pegada ecológica. A produção será assegurada em Anadia, perto de Águeda.

Está já em curso, também, a possibilidade de personalizar os motociclos de maneira a que os proprietários possam ir mudando o look da mota ao longo do tempo. Além de se revelar como mais uma fonte de receita para empresa, é também uma resposta às necessidades das camadas mais jovens.

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Texto de Maria João Lima






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