Coca-Cola contra a obesidade

CocaCola_frame_2Muhtar Kent, presidente da Coca-Cola, não vacila em assumir que este é um momento de viragem na companhia. Depois de críticas e ataques, mais preponderantes nos últimos anos – mesmo o Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, revelou há uns meses que tinha proibido os filhos de beber Coca-Cola – aquela que é a líder mundial de bebidas decidiu mudar o seu posicionamento. Agora, no que toca a imagem, o trabalho será no sentido de atacar o sedentarismo e a obesidade.

Um programa transversal e mundial, já iniciado, e que obrigará a companhia a investir em várias frentes. Aliás, o seu compromisso publicamente divulgado tem quatro pontos: consciencializar para a gravidade do problema do sedentarismo e ajudar a prevenir o excesso de peso; promover a prática de actividade física regular; oferecer alternativas de bebidas com baixas (ou sem) calorias; impulsionar uma comunicação responsável junto das mães e não comunicar directamente para crianças.

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Miguel Mira, director de Relações Externas e Comunicação da Coca-Cola Ibéria, diz não recear eventuais críticas de consumidores (a Coca-Cola é apontado por muitos como um elemento causador dessa mesma obesidade), considerando ser mais importante combater números galopantes. Segundo revelou em conferência de imprensa, o sedentarismo provoca hoje 5,3 milhões de mortes por ano, a nível mundial, sendo que em Portugal 54% da população já é afectada por este problema e 40% não faz qualquer tipo de actividade física.

E para embrulhar toda esta informação, a Coca-Cola avançou com a campanha “Cadeiras” que estará no ar até ao próximo dia 28 e que será seguida de uma segunda – “Estatísticas” – durante todo o mês de Junho. «Esta campanha transcende o interesse comercial da marca para se tornar em algo mais amplo: trata-se de um alerta à sociedade para que tome consciência de um problema sério», informa Miguel Mira.

Pelo meio, continuará a centrar esforços no lançamento de produtos baixos em calorias e continuará a promover e apoiar eventos desportivos.

Porque, como já disse Muhtar Kent, este é o início de um processo, «de uma mudança cultural da companhia».

Texto de M.ª João Vieira Pinto

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