O cofundador da Netflix, Reed Hastings, vai abandonar o conselho de administração da empresa em junho, encerrando um ciclo de quase três décadas à frente da gigante do streaming.
A decisão foi anunciada no âmbito da divulgação dos resultados financeiros mais recentes da empresa e marca o último passo de uma transição de liderança que começou em 2023, quando Hastings deixou o cargo de CEO, passando o testemunho a Ted Sarandos e Greg Peters.
Fundada em 1997 como um serviço de aluguer de DVDs por correio, a Netflix transformou-se sob a liderança de Hastings num gigante global do streaming, com presença em mais de 190 países e centenas de milhões de subscritores. Esta evolução ajudou a redefinir a forma como conteúdos audiovisuais são produzidos, distribuídos e consumidos, influenciando toda a indústria do entretenimento.
Na mensagem de despedida, Hastings sublinhou que o seu maior contributo não foi uma decisão isolada, mas sim a criação de uma cultura empresarial centrada na satisfação do utilizador e na sustentabilidade a longo prazo, tendo ainda o executivo afirmado que pretende agora dedicar-se a iniciativas filantrópicas e a outros projetos pessoais, refere a BBC.
A saída acontece num momento sensível para a empresa, que enfrenta uma pressão crescente por parte de plataformas rivais e procura novas vias de crescimento, apostando em áreas como publicidade, eventos ao vivo e videojogos. Ao mesmo tempo, abandonou recentemente uma tentativa de aquisição de ativos da Warner Bros. Discovery, num negócio que poderia ter reforçado significativamente o seu portefólio de conteúdos.
A saída de Hastings representa, assim, o fim de uma era para a Netflix e para a indústria tecnológica e mediática. O executivo não só liderou a transição do modelo físico para o digital, como ajudou a consolidar o streaming como formato dominante de consumo de entretenimento a nível global.












