No âmbito do seu compromisso com a produção nacional, o Clube de Produtores Continente (CPC) registou um volume de compras de 650 milhões de euros em 2025, assegurando o escoamento regular de mais de 281 mil toneladas de produtos de origem nacional. Os números comparam com os de 2024 em que tinha já sido atingido um recorde de compras atingindo 624 milhões de euros de compras à produção nacional correspondentes a 270 toneladas. A informação referente a 2025 foi avançada por Ondina Afonso, presidente do CPC, num encontro com um grupo de jornalistas em Beja, na Herdade da Figueirinha, um dos produtores, onde a Marketeer marcou presença.
Contribuindo para a estabilidade económica e a competitividade dos produtores, o CPC valorizou de forma estruturada 366 de produtores de norte a sul do País e Madeira, garantindo a presença consistente de produtos de origem nacional em todas as lojas Continente, nas principais categorias.
Com forte peso nos produtos frescos e em áreas estratégicas para o consumo das famílias, a padaria assume a maior representatividade destas compras, com 33%, seguindo‑se lacticínios, com 29%, categoria que tem registado um crescimento expressivo nos últimos anos. Destacam-se ainda as categorias de talho (23%), charcutaria e queijos (23%) e vinhos e espirituosas (21%).
“Os resultados alcançados em 2025, que superam os de 2024, são motivo de grande orgulho para todos nós e refletem, acima de tudo, a dedicação de uma equipa sólida e comprometida em garantir diariamente os melhores produtos à mesa dos consumidores. Este trabalho é suportado em conhecimento técnico‑científico e alinhado com as tendências de consumo, reforçando o papel do CPC como agente ativo no desenvolvimento económico e sustentável do país. É um sucesso coletivo, construído com visão, colaboração e confiança no futuro da produção nacional”, comenta Ondina Afonso. E acrescenta: “Acreditamos que, num contexto de multi-choque (económico, político, ambiental), temos que ter resiliência e capacidade de nos ajudarmos nos bons e nos maus momentos, temos que mitigar e antecipar riscos.” Isto porque, explica, Portugal é muito dependente de outros mercados em alguns produtos. Mas em termos de frescos, sublinha, há uma grande representatividade portuguesa e uma grande capacidade de abastecimento em Portugal. O que o CPC procura é mais do que apenas comprar produto. “É ser parceiro e levar ao nosso cliente o melhor de Portugal. É esse o nosso mote.”
A responsável salientou que a par do impacto económico, o CPC tem apostado no conhecimento, na inovação e na sustentabilidade, desenvolvendo iniciativas de formação e capacitação nas melhores práticas produtivas, como a agricultura regenerativa, promovendo a biodiversidade e incentivando a utilização de matérias‑primas certificadas de origem sustentável. Adicionalmente, acrescenta, contribui para a criação de emprego, potencia projetos inovadores e apoia a fixação de população nas zonas rurais.
Fundado em 1998, o Clube de Produtores Continente estabeleceu uma Declaração para a Sustentabilidade baseada em 11 princípios e alinhada com o 12º objetivo da ONU, com a estratégia Europeia do Prado ao Prato, e com o Roteiro para Neutralidade Carbónica 2050 do Ministério do Ambiente e da Transição Energética.












