A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) comemorou 50 anos de história com a apresentação de um livro de design e de uma nova identidade visual, marcando um ponto de viragem no seu percurso enquanto representante do tecido empresarial nacional. O evento de celebração contou com a presença do Governo e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
O livro, intitulado CIP – 50 Anos de Futuro, coordenado editorialmente por Gonçalo Bordalo Pinheiro, revisita o percurso da confederação desde os primeiros contactos dos empresários fundadores, logo após o 25 de Abril, até à atualidade. Com textos de Patrícia Silva Alves, curadoria fotográfica de Clara Azevedo e grafismo do Atelier D’Alves, a obra destaca a ligação entre a consolidação da democracia portuguesa e a atuação da CIP ao longo das últimas cinco décadas. A edição inclui fotografias históricas, depoimentos de protagonistas, cronologias, documentos e até cartoons, configurando-se como um verdadeiro objeto de design.
“O traço que mais nos impressionou foi o paralelismo entre a CIP e a consolidação da democracia portuguesa”, sublinha Gonçalo Bordalo Pinheiro. “A confederação nasceu com a democracia e contribuiu ativamente para o seu crescimento, criando condições económicas sustentáveis e abertas à Europa.”
Paralelamente, a CIP revelou uma nova marca, desenhada pelo designer Eduardo Aires, que reflete tanto as suas origens industriais quanto a atual representação do comércio e serviços. A nova identidade visual permite ler os acrónimos CIP e CEP, simbolizando a continuidade histórica e a evolução da confederação para o presente.
“A nova marca pretende ser a síntese formal entre a herança institucional e as novas missões contemporâneas da CIP”, explica Eduardo Aires. “Foi concebida para habitar os meios digitais e físicos, respondendo a um ecossistema comunicacional em constante mutação.”
Segundo Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, a organização representa atualmente mais de 150 mil empresas, cerca de 1,8 milhões de trabalhadores e 71% do PIB português. “Cinco décadas de história são um ponto de partida para o novo ciclo que a CIP vai protagonizar no país”, afirma. Para o diretor-geral, a inovação tecnológica e a democratização da inteligência artificial serão fundamentais para garantir o desenvolvimento económico, a coesão social e a soberania digital em Portugal.












