Chuva e cancelamentos penalizam consumo no Carnaval: faturação caiu 8,1%

FacebookLinkedin
Marketeer
24/02/2026
17:10
FacebookLinkedinNotícias
Marketeer
24/02/2026
17:10
Chuva e cancelamentos penalizam consumo no Carnaval: faturação caiu 8,1%

Partilhar

O Carnaval deste ano ficou marcado por um impacto económico negativo significativo, depois de condições meteorológicas extremas terem levado ao cancelamento de eventos em várias regiões do país. Entre 14 e 17 de fevereiro, a faturação nos dez concelhos com maior tradição carnavalesca caiu 8,1% face ao mesmo período de 2025, segundo o REDUNIQ Insights, relatório da UNICRE que analisa a evolução dos pagamentos por cartão na sua rede nacional.

Escolha a Marketeer como fonte preferida no Google Escolher ›

A descida da faturação foi acompanhada por um recuo dos principais indicadores médios de consumo, sendo que o gasto médio por cartão fixou-se nos 57,47 euros — ou seja, menos 6,9% do que no ano anterior –, enquanto o ticket médio desceu 8,5%, para 33,80 euros, “evidenciando um consumo mais contido num contexto de menor dinamização e afluência às celebrações”, refere-se em nota de imprensa.

A quebra foi generalizada, ainda que com intensidades distintas entre concelhos, com Estarreja a registar a descida mais acentuada na faturação (-17,1%), seguida de Sesimbra (-10,6%), Torres Vedras (-9%), Loulé (-8,9%), Sines (-8,5%) e Alcobaça (-8,4%). A Madeira apresentou uma redução de 7,2% e a Mealhada de 7,8%. Ovar registou uma quebra mais moderada (-1,5%) e Macedo de Cavaleiros foi o único concelho a manter praticamente estável o volume de faturação (+0,1%).

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Ao nível do gasto médio por cartão, a Madeira evidenciou a maior descida (-12,2%), fixando-se nos 70,25 euros. Em sentido inverso, Torres Vedras destacou-se com um aumento de 12,9%, para 47,21 euros. Já no ticket médio, Sines apresentou a maior quebra (-14,7%), para 23,95 euros, enquanto Torres Vedras voltou a registar evolução positiva (+6,2%), para 27,86 euros.

Em termos de peso relativo no total da faturação dos dez concelhos analisados, a Madeira representou 44,3% do volume global, seguida de Loulé (24,1%), Torres Vedras (12,5%) e Sesimbra (6,5%). Os dados confirmam o forte contributo das regiões com maior tradição e projeção turística para o impacto económico do Carnaval.

O pico de faturação concentrou-se maioritariamente no dia 14 de fevereiro (sábado), com exceção de Macedo de Cavaleiros, onde ocorreu no dia 15, e da Madeira, cujo ponto mais alto se registou no dia 16 — reflexo das diferenças na programação e duração das festividades locais.

Continue a ler após a publicidade

A análise por origem dos cartões revela que o consumo nacional continuou a dominar na maioria dos concelhos, com pesos superiores a 90% em Estarreja (96,7%), Mealhada (96,2%), Torres Vedras (95,9%), Sesimbra (95,4%) e Ovar (94,8%).

Nos destinos com maior vocação turística, contudo, o peso do consumo estrangeiro manteve-se relevante, destacando-se a Madeira (31,7%) e Loulé (21%).

Entre as nacionalidades estrangeiras com maior peso na faturação, o Reino Unido, Irlanda e Alemanha lideraram na Madeira e em Loulé, enquanto Espanha, França e Irlanda surgem com maior expressão em concelhos como Sines, Alcobaça e Macedo de Cavaleiros. Estes dados evidenciam a importância do turismo internacional na dinamização económica de determinados territórios, mesmo num contexto adverso.

Continue a ler após a publicidade

“Os dados mostram como fatores externos, como condições meteorológicas adversas, têm impacto direto e imediato na economia local. A descida simultânea da faturação, do gasto médio por cartão e do ticket médio sugere que o efeito não resultou apenas da menor afluência, mas também de um consumo mais prudente num contexto de menor oferta festiva e constrangimentos operacionais”, diz Tiago Oom, head of merchant acquiring da UNICRE, citado em comunicado.

O responsável acrescenta que o REDUNIQ Insights permite acompanhar estas oscilações em tempo útil, apoiando os negócios na leitura dos seus mercados e na antecipação de riscos. “Esta monitorização ajuda as empresas a ajustar operações e reforçar a sua resiliência em contextos de maior imprevisibilidade, refere.




Subscrever newsletter



Notícias Relacionadas

Ver Mais