A China está a desenvolver uma nova geração de baterias à base de água que poderá ter uma vida útil até cerca de 300 anos, o que, em teoria, permitiria o seu funcionamento até ao século XXIV. A informação foi avançada pelo jornal espanhol El Confidencial, com base em desenvolvimentos recentes na área da investigação energética.
A tecnologia em causa assenta numa bateria aquosa que utiliza eletrólitos não inflamáveis, o que reduz significativamente o risco de incêndio e melhora as condições de segurança face às soluções tradicionais. Em contexto laboratorial, o sistema terá já demonstrado capacidade para suportar até 120 mil ciclos de carga, um valor muito acima das baterias convencionais atualmente em utilização.
Apesar destes resultados promissores em termos de durabilidade e segurança, a tecnologia enfrenta ainda limitações importantes, sobretudo ao nível da densidade energética — ou seja, a quantidade de energia que consegue armazenar por volume. Este fator impede, para já, a sua aplicação em larga escala em setores como a mobilidade elétrica.
De acordo com o El Confidencial, os investigadores envolvidos, ligados a instituições na China e em Hong Kong, apontam, contudo, um forte potencial de aplicação em sistemas de armazenamento estacionário, especialmente no apoio a redes de energia renovável, onde a longevidade e a estabilidade são fatores críticos.
Ainda em fase experimental, este desenvolvimento insere-se na estratégia chinesa de aposta em novas soluções energéticas, com o objetivo de reduzir a dependência de matérias-primas críticas como o lítio e acelerar a transição para tecnologias mais sustentáveis.














