Chevrolet irá abandonar Europa no final de 2015

chevy_2A General Motors (GM) anunciou que irá deixar de vender a marca Chevrolet em larga escala no mercado europeu a partir do final de 2015. Com esta decisão, o grupo norte-americano pretende reduzir as despesas no fragilizado mercado europeu e passar a focar-se quase em exlusivo na marca Opel.

A Chevrolet vai deixar de ter uma “presença massificada” na Europa, em grande parte devido à difícil situação económica” que assola o sector, explica a General Motors. Ainda assim, o grupo pretende continuar a comercializar na região os “modelos icónicos” da Chevrolet, como o Corvette, e vai manter a presença da marca no mercado russo.

Os custos desta reorganização poderão atingir os mil milhões de dólares (cerca de 731,5 milhões de euros), mas o grupo acredita que a longo-prazo vai proporcionar poupanças ao nível da produção, marketing e distribuição. Além disso, vai permitir à General Motors dedicar um maior investimento às marcas Opel e Vauxhall (que opera no Reino Unido) – divisões que mantiveram a sua quota no mercado europeu este ano, enquanto a Chevrolet recuou -, bem como expandir a marca Cadillac na Europa.

A decisão «vai permitir-nos focar os nossos investimentos onde a margem de manobra para crescer é maior», afirmou em conferência de imprensa Dan Akerson, director-geral da General Motors, citado pela BBC. «A Europa é uma região fulcral para a GM», acrescentou.

Segundo a agência Bloomberg, a General Motors, que ocupa a quarta posição entre os fabricantes automóveis com maior volume de vendas na Europa – a seguir à Volkswagen, à PSA Peugeot Citröen e à Renault -, acumula prejuízos superiores a 18 mil milhões de dólares (13,2 mil milhões de euros) no “Velho Continente” desde 1999, incluindo perdas de 214 milhões de euros (156,6 milhões de euros) no terceiro trimestre deste ano.

A fabricante norte-americana reintroduziu a Chevrolet no mercado europeu em 2005, colocando o logótipo da marca em veículos low-cost produzidos pela Daewoo na Coreia do Sul, mas ao longo dos anos foi introduzindo modelos high-end. «Foi um erro estratégico desde o início», afirma Frank Schwope, analista da Nord LB, defendendo que a General Motors «poderia ter posicionado a Opel num segmento mais up-market e estabelecido a Chevrolet como uma marca mais acessível».

No ano passado, a Chevrolet comercializou um total de 172.100 veículos na Europa, menos 2,5% em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação dos Fabricantes Automóveis Europeus. Números que comparam com os 834.800 veículos vendidos pela Opel e pela Vauxhall. Já nos primeiros 10 meses de 2013 a Chevrolet registou uma quebra de 17% das vendas e 0,2% da sua quota de mercado, enquanto a Opel e a Vauxhall observaram uma quebra de 3% das vendas, mas mantiveram a quota inalterada nos 6,7%.

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