A OpenAI está a apostar fortemente na publicidade como motor de crescimento e as projeções internas apontam para números ambiciosos que podem redefinir o modelo de negócio da inteligência artificial. Segundo informações avançadas pela Axios, a empresa prevê gerar cerca de 2,5 mil milhões de dólares em receitas publicitárias já em 2026, com um salto exponencial até aos 100 mil milhões de dólares anuais até 2030.
A trajetória de crescimento projetada inclui marcos intermédios igualmente expressivos, nomeadamente cerca de 11 mil milhões em 2027, 25 mil milhões em 2028 e mais de 50 mil milhões em 2029.
Os dados indicam – ou confirmam – uma mudança estrutural na estratégia da OpenAI, que passa a encarar a publicidade como um dos principais pilares de monetização, a par de subscrições e soluções empresariais. Um dos sinais mais claros do potencial deste modelo foi um teste recente de anúncios, que terá gerado cerca de 100 milhões de dólares em receitas anualizadas em apenas dois meses.
A OpenAI estabeleceu um plano de preços premium para a sua oferta de anúncios segundo o qual cobra 60 dólares (cerca de 50 euros) por 1.000 impressões, valor que é cerca de três vezes mais elevado que o preço dos anúncios praticado pela Meta (dona do Facebook e Instagram).
A estratégia de introdução de anúncios no ChatGPT surge no âmbito dos esforços de OpenAI para monetizar a vasta base de utilizadores do seu chatbot, que acumula centenas de milhões de acessos semanais, alavancando assim um novo formato de publicidade integrado diretamente na experiência conversacional.
A plataforma já garantiu que os anúncios não vão influenciar as respostas que o ChatGPT fornece, com as respostas a serem “otimizadas em função do que for mais útil” e com os anúncios a serem “sempre separados e claramente identificados”. Além disso, o ChatGPT não vai mostrar anúncios em contas em que o utilizador diga ser menor de idade — ou em que a plataforma o consiga prever — assim como não serão apresentados anúncios no âmbito de temas “sensíveis”, como saúde, saúde mental ou política.
A OpenAI também assegura que vai manter as conversas privadas, “sem acesso por parte de anunciantes” e sem vender os dados dos utilizadores a anunciantes, assegura, acrescentando que cabe ao utilizador controlar a forma como os seus dados são utilizados.














