Centro Colombo traz Dali a Lisboa

Arranca, hoje, mais um “A Arte Chegou ao Colombo”, um projecto do Grupo Sonae Sierra que visa levar as mais diversas expressões artísticas a um dos centros comerciais mais populares de Lisboa. Até 20 de Setembro será possível visitar a exposição “A Divina Comédia de Salvador Dalí”, pela segunda vez em Portugal mas a estrear-se na capital.

Mais uma vez com entrada gratuita, a quinta edição do “Arte Chegou ao Colombo” conta, ainda assim, com uma novidade. Estão a ser preparadas surpresas com contributos de artistas portugueses em áreas tão distintas como a música, fotografia e arte urbana.

A Marketeer falou com Joana Moura e Castro, directora de Marketing da Sonae Sierra em Portugal, para perceber o que se pode esperar desta edição.

Marketeer: “A Arte Chegou ao Colombo” vai já na quinta edição. Significa que tem tido sucesso?

Joana Moura e Castro (JMC): Há cinco anos que prosseguimos com o compromisso assumido aquando o lançamento deste projecto, em 2011, e que visa contribuir para a divulgação e promoção das diferentes manifestações artísticas, como o próprio nome indica  – “A Arte Chegou ao Colombo”.

Sendo um projecto, único e diferenciador, que pretende proporcionar novas experiências de visita a quem nos escolhe e enriquecer essa experiência, é, ao mesmo tempo, um ponto de partida para a reflexão sobre o que é hoje a Arte e a importância da sua acessibilidade. Por norma, a Arte fica confinada aos museus, galerias, teatros, mas através desta iniciativa que desenvolvemos há cinco anos pretendemos alargar esta acessibilidade e proporcionar, a todos aqueles que nos visitam, a possibilidade de interagirem com obras de referência, de uma forma natural e espontânea.

Todos os anos, e no âmbito do projecto “A Arte Chegou ao Colombo”, temos trazido propostas culturais novas e diferenciadoras. A Exposição “A Divina Comédia de Salvador Dalí” – que irá estar patente ao público, na Praça Central, de 17 de Junho a 20 de Setembro – reflecte essa nossa prioridade e pioneirismo em democratizar a Arte com propostas inovadoras, pois estamos a falar de uma obra artística de relevo mundial, que contempla 100 gravuras originais de Salvador Dalí e que o Centro Colombo teve a preocupação de trazer, em 2015, precisamente no ano em que se assinalam os 750 anos do nascimento de Dante Alighieri, autor e poeta que escreveu “A Divina Comédia”.  Esta Exposição conta com o apoio da Embaixada de Espanha.

Marketeer: Qual o público-alvo deste projecto?

JMC: Perante a natureza deste projecto – que visa contribuir para a divulgação e promoção das diferentes manifestações artísticas e pretende proporcionar novas experiências de visita a quem nos escolhe, enriquecendo essa experiência – não podemos definir, em termos concretos, qual o público-alvo desta iniciativa. Por um lado, pretendemos atrair a atenção de pessoas que não visitam regularmente o nosso Centro, mas que, perante uma iniciativa desta natureza, e dada a riqueza cultural da mesma, tenham curiosidade e interesse em vir ao Centro e por esta razão passem a visitar-nos com frequência. Por outro lado, queremos surpreender o público que nos visita diariamente e tornar a sua experiência ainda mais enriquecedora, disponibilizando-lhes uma exposição como esta, de relevo mundial, em plena Praça Central do Centro Colombo, e com um carácter verdadeiramente inovador que os leva a que se sintam numa galeria de arte.

Marketeer: Porquê juntar artistas portugueses a uma exposição internacional?

JMC: Porque, de facto, quisemos que esta exposição assinada por um artista mundialmente reconhecido como Salvador Dalí, fosse em si mesma uma fonte de inspiração para outras formas de expressão artística e conciliasse, de uma forma natural, envolvente e inovadora, artistas portugueses de relevo nas áreas em que se destacam – Arte urbana, Fotografia e Música. Serão momentos verdadeiramente enriquecedores aqueles que iremos trazer ao Centro Colombo, no âmbito desta Exposição de Salvador Dalí que, pela primeira vez em Lisboa, dará a conhecer 100 gravuras originais do artista que  promovem a interacção do público numa viagem pelos três estados da vida humana no Além: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.

A disposição das gravuras é feita através da criação de nove salas inter-relacionadas, organizadas em três alas temáticas – Inferno, Purgatório, Paraíso -, que permite a multiplicação de possíveis percursos expositivos, originando leituras lineares ou fragmentadas da exposição, e possibilita que o visitante tome parte activa na sua visita, motivando outras interpretações à narrativa da exposição. Neste sentido, foi lançado o desafio ao gabinete de Arquitectura da LikeArchitects, com quem já trabalhámos em edições anteriores do projecto “A Arte Chegou ao Colombo”, e cuja equipa de criativos desenvolveu uma estrutura surpreendente e que irá captar a atenção de todos os visitantes.

Através desta exposição e da forma como a mesma foi pensada em termos de encadeamento das três alas temáticas que integra, iremos lançar o convite a todos os visitantes para que connosco partilhem a sua reinterpretação de cada uma destas áreas que representam a viagem da vida humana no Além.

Marketeer: A aposta em iniciativas artísticas é transversal ao Grupo Sonae Sierra ou é algo pensado em exclusivo para o Centro Colombo?

JMC: É transversal a outros Centros que fazem parte do universo Sonae Sierra, dos quais poderemos destacar, como exemplo, o CascaiShopping e o AlgarveShopping que este ano trouxeram a Portugal, pela primeira vez, uma exposição de fotografias muito relevante sobre vida da artista Frida Kahlo que pode ser vista até 12 de Julho e 10 de Julho, nos respectivos Centros; o NorteShopping, através do Silo-Cultural, promove ao longo de todos os anos exposições em várias áreas da expressão artística e prepara-se, agora, para lançar um concurso de Artes Performativas; e o ViaCatarina Shopping que, através do seu concurso VIArtes que conta já com a 2ª edição, tem promovido o talento nacional através do desenvolvimento de instalações artísticas inovadoras que destaquem a fachada do Centro.

Relativamente ao Centro Colombo e ao projecto “A Arte Chegou ao Colombo”, esta iniciativa foi pensada, de raiz, para este espaço porque, de facto, é visitado anualmente por milhões de pessoas, que não procuram o Centro apenas com o intuito de realizarem compras, mas sim, pelo conforto, pela segurança que sentem e, obviamente, pelas experiências exclusivas que oferecemos. ”A Arte Chegou ao Colombo” surge, exatamente, neste contexto: o de enriquecer a experiência de quem nos visita. Os outros Centros do portefólio Sonae Sierra desenvolvem e promovem outro tipo de projectos na área cultural, tendo em conta o local onde estão inseridos e o seu target.

Texto de Filipa Almeida

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