Sybille de Saint Louvent, que se descreve como uma diretora criativa independente, cria campanhas de moda falsas com inteligência artificial (IA), sem qualquer envolvimento das marcas. “Vi a IA como uma ferramenta incrível para trabalhar”, afirma. Em vez de depender de clientes e orçamentos elevados, utiliza-a para gerar imagens e vídeos de marcas como Prada, Jil Sander e Gucci, esta última tendo-lhe até encomendado conteúdo oficial.
O recurso à IA no marketing está a crescer rapidamente. Em 2023, a McKinsey, uma empresa multinacional americana de consultoria em estratégia e gestão, identificou a IA no marketing como uma das áreas com maior potencial de impacto. Muitas empresas estão a experimentar a tecnologia para criar imagens e conteúdos visuais.
“Não vai substituir a emoção”, garante Saint Louvent, sublinhando que a criatividade continua a ser humana.
As suas campanhas focam-se mais na narrativa do que nos produtos. “Compras uma identidade, não apenas um produto”, explica. A criativa utiliza prompts detalhados e edita manualmente as imagens para alcançar o estilo pretendido. O seu trabalho já lhe trouxe novos clientes interessados em integrar a IA nas suas campanhas, tendo até gerado discussões com muitas marcas.
O foco de Saint Louvent são os grandes nomes da moda, mas também já fez campanhas para marcas como Apple e canetas Bic. No dia 25 de fevereiro, publicou uma nova campanha da Gucci.
A Gucci deu-lhe “carta branca para criar uma série de visuais explorando o tema da dualidade” no desfile outono/inverno 2025, disse. O vídeo gerado pela criativa com recurso a IA começa com uma mulher sentada, vista apenas por trás, a olhar para um espelho que reflete não a sua imagem, mas as costas de um homem sentado de forma semelhante.
Desde que a IA generativa se tornou popular, as marcas têm-na observado para produzir tudo, desde modelos digitais a conteúdo social e campanhas de marketing. Os primeiros resultados ainda pareciam gerados por computador, mas à medida que a tecnologia melhorou, tornaram-se cada vez mais realistas.
As campanhas de De Saint Louvent levantam o véu do que poderá ser o futuro do marketing de IA.











