Buzz digital não bate recomendações pessoais

BuzO passa-palavra nos social media é sobre-estimado, já que os consumidores continuam a preferir as recomendações pessoais, dentro do seu círculo de amigos. A conclusão é de um estudo da trnd AG, comunidade de análise de tendências de marketing word-of-mouth. A empresa afirma que, apesar da impressão de que é o buzz digital a ferramenta que decide o destino de marcas e produtos, apenas uma pequena percentagem de recomendações surge na rede, com o word-of-mouth online.

Na investigação, no âmbito da qual foram inquiridos mais de 30 mil membros da plataforma trnd.com, foi pedido aos participantes que relatassem a mais recente experiência de recomendação recebida de outra pessoa, sobre um produto ou marca. Do total de entrevistados, 4,6% recorda o passa-palavra digital.

«Os resultados são pouco surpreendentes», afirma Martin Oetting, director internacional de Investigação da trnd. «As conversas que temos quotidianamente sobre produtos e marcas são feitas intuitiva e automaticamente. É pouco comum recorrer ao telemóvel ou ao computador para comunicar a nossa experiência no Twitter, Facebook, blogues», explica.

“Vemos poucos motivos para existir preocupação com os comentários críticos nas páginas de Facebook ou nos blogues. Ainda que os clientes, utilizadores e consumidores desabafem nestes meios, os comentários são pouco prejudiciais para as marcas. Tem um efeito claramente mais esmagador, pelo menos de momento, o passa-palavra que se faz na ‘vida real’, na vida quotidiana, offline”, defende a trnd. A empresa destaca que os social media não representam um perigo, mas antes uma oportunidade de interacção “intensa”, permitindo o trabalho activo das marcas e companhias no diálogo do passa-palavra.

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