Burberry assusta mercado do luxo

O grupo britânico Burberry avisou hoje os investidores que os seus lucros anuais podem ficar abaixo do previsto pela maioria dos analistas, em virtude de uma redução do ritmo de crescimento das vendas. A marca sugeriu que o mercado do luxo pode vir a enfrentar uma crise prolongada.

A fabricante de artigos de luxo anunciou ainda, citada pelo Financial Times, que as suas vendas a retalho estiveram praticamente estagnadas nas dez semanas que antecederam o dia 8 de Setembro, em relação ao período homólogo.

Estes resultados não contemplam a abertura de novas lojas e movimentos cambiais. Se tivermos em linha de conta a abertura de novas lojas, as vendas a retalho cresceram 6%, enquanto nos três meses anteriores tinha subido 14%, numa base homóloga, informa a marca.

De acordo com estes dados, que revelam uma diminuição do ritmo de crescimento das vendas, a Burberry adianta que os seus lucros antes de impostos no ano fiscal que termina a 31 de Março de 2013 podem apenas igualar as expectativas mais baixas do mercado. Segundo o Financial Times, os analistas vinham a apontar para um lucro entre 407 milhões de libras (cerca de 509,6 milhões de euros) e 455 milhões de libras (569,7 milhões de euros).

Stacey Cartwright, chief financial officer da Burberry, afimou que o número de pessoas a entrar nas lojas da marca afundou sobretudo «nas duas últimas semanas», mas alertou que a mesma situação está a acontecer às marcas concorrentes. «Sabemos que não estamos sozinhos», declarou.

Neste sentido, o anúncio da Burberry, que surpreendeu o mercado, pode ser mais um indício de que o mercado do luxo pode vir a ultrapassar um período de dificuldades. O The Wall Street Journal sublinha que o anúncio da marca “pode significar o fim da imunidade do mercado do luxo à crise económica global, à medida que o apetite outrora insaciável pelos bens de luxo nos mercados emergentes [sobretudo o chinês] está a diminuir”.

No seguimento do comunicado da Burberry ao mercado, as acções da marca caíram esta manhã até 17,8% para 11,31 libras (cerca de 14,16 euros). Outros grupos de artigos de luxo sentiram a preocupação dos investidores, como a LVMH e a PPR, cujas acções desvalorizaram 4,1% e 3,67%, respectivamente.

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