Bayer aposta nas ervas medicinais chinesas

bayer_2O grupo farmacêutico alemão Bayer anunciou hoje que chegou a acordo para adquirir o grupo chinês Dihon Pharmaceutical, especializado em medicamentos feitos à base de ervas medicinais. Com esta operação, a Bayer pretende posicionar-se como uma das principais farmacêuticas mundiais na venda de medicamentos sem receita médica.

O grupo privado Dihon Pharmaceutical conta com 2400 colaboradores e gerou no ano passado 123 milhões de euros em vendas, refere a Bayer em nota de imprensa. Não foram anunciados os montantes envolvidos no negócio, que deverá estar concluído na segunda metade do ano.

Os medicamentos desenvolvidos pelo grupo chinês incluem tratamentos contra a caspa, cremes antifúngicos ou tratamentos para problemas ginecológicos, como a endometriose, entre outros.

«Este negócio transporta-nos para uma posição de liderança entre as multinacionais da indústria de OTC [em português, medicamentos de venda directa] chinesa», afirma em comunicado Marijn Dekkers, CEO da Bayer. «Permite-nos também ganhar um portefólio de marcas bem conhecidas do mercado, o que nos irá permitir fornecer aos consumidores um leque ainda mais alargado de opções para o cuidado pessoal», acrescenta.

A China é actualmente um dos principais mercados mundiais de medicamentos de venda directa e várias empresas internacionais de cuidados de saúde têm adquirido empresas locais, de forma a desenvovler novos tratamentos herbais para o combate a doenças como a diabetes ou o cancro.

De acordo com um estudo do grupo Boston Consulting, o mercado de saúde e bem-estar na China deverá atingir os 70 mil milhões de dólares (cerca de 51,3 mil milhões de euros) até 2020. Só o mercado chinês dos medicamentos não sujeitos a prescrição médica vale neste momento cerca de 18 mil milhões de dólares (13,2 mil milhões de euros) e cresce a uma média de 8% ao ano.

 

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