Com o aproximar de um novo ano lectivo, a campanha “Olhe pelas suas costas” volta a sensibilizar pais, encarregados de educação e escolas para a importância da utilização correcta das mochilas escolares. Isto porque, apesar de fazerem parte da rotina diária dos alunos, as mochilas “continuam a representar um factor de risco para a saúde da coluna quando transportam peso excessivo ou são utilizadas de forma incorrecta”, alertam as entidades responsáveis pela campanha.
«O regresso às aulas é uma oportunidade para recordar que a prevenção começa com pequenos gestos. Uma mochila demasiado pesada ou mal ajustada pode favorecer o aparecimento de dores nas costas e contribuir para alterações posturais que, quando persistem, podem ter impacto no desenvolvimento da criança», salienta em comunicado Nuno Neves, médico ortopedista e coordenador da campanha.
Por isso, na edição deste ano, a campanha deixa algumas dicas aos encarregados de edução. Desde logo, relembra que a mochila deve ser leve quando vazia, adequada ao tamanho da criança e equipada com alças largas, acolchoadas e ajustáveis. Além disso, o seu peso não deve ultrapassar 10% a 15% do peso corporal da criança.
Para além da escolha da mochila, a forma como esta é utilizada é igualmente determinante. Os objectos mais pesados devem ser colocados junto às costas, ambas as alças devem ser utilizadas para distribuir a carga de forma equilibrada e a mochila deve permanecer ajustada ao corpo. Sempre que possível, deve evitar-se o transporte de materiais desnecessários.
Nuno Neves reforça ainda que «a prevenção não passa apenas pela mochila. É igualmente importante incentivar hábitos posturais correctos, promover pausas durante os períodos de estudo e estar atento aos primeiros sinais de desconforto. Quanto mais cedo forem adoptadas estas medidas, maior será a probabilidade de prevenir problemas da coluna no futuro.»
Promovida desde 2009, a campanha “Olhe pelas Suas Costas” visa sensibilizar a população portuguesa, em momentos-chave do ano, para as principais doenças que afectam a coluna vertebral. A campanha tem o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV), Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia (SPN), Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), Associação Para o Estudo da Dor (APED), Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMGF) e Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR) com o apoio da Medtronic Portugal.












