Para Vasco Thomaz, diretor criativo da Judas, o tempo pode mudar os meios, os formatos, as ferramentas e até a velocidade a que as ideias chegam às pessoas, mas não aquilo que faz uma ideia valer a pena. No seu entender, uma boa ideia continua a ser aquela que leva uma equipa para “terreno desconhecido”, acrescenta alguma coisa à marca ou ao negócio e deixa uma sensação de orgulho para quem a fez e, idealmente, de algum incómodo para quem gostaria de a ter feito.
Essa sensação, aliás, é logo sentida e detetada no local onde nasce uma boa ideia: “Sente-se logo a energia na sala, quando aparece essa vibração e principalmente se mantém a seguir algumas perguntas dos ‘advogados do diabo'”, diz o criativo.
Mas chegar aí exige não só inspiração mas também estratégia, conhecimento do negócio e, sobretudo, confiança. Primeiro entre agência e equipa, depois, na relação com o cliente, que o criativo prefere ver como parceiro e não como fornecedor, sendo dessa confiança que nasce a disponibilidade para arriscar. Mas a quem está a começar, Vasco Thomaz alerta para que esqueça o imaginário de “Mad Men” e aconselha a que perca o medo de parecer ridículo.
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O que é, atualmente, uma boa ideia em publicidade?
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Uma boa ideia nunca nasce sem…?
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Como se equilibra a criatividade com dados, research e estratégia?
Por uma feliz coincidência de nomes, vou citar Miguel Durão (de quem gosto muito) nesta resposta: “o João é um estratega que adora criatividade e eu sou um criativo que adora estratégia. E isto estende-se a todas as pessoas que trabalham connosco seja qual for a sua função, de tal forma que muitas vezes as equipas criativas estão envolvidas no processo desde a reflexão estratégica porque a estratégia é também feita de rasgo criativo“. Não há uma coisa sem a outra!
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Qual o maior desafio ao defender uma ideia junto do cliente?
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A criatividade está mais condicionada ou mais livre do que há 10 anos?
Se, por um lado, está mais livre em termos de produção, meios e formatos, por outro, há mais medos, mais necessidade de resultados imediatos e “policias” que se dedicam a julgar o trabalho dos outros e se este está dentro das “suas normas”.
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Que impacto têm a tecnologia e a IA no processo criativo?
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Onde vai buscar inspiração fora da publicidade?
Casa, família, amigos. E não digo isto de forma romântica, digo-o de forma fria e calculista.
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Como lida com bloqueios criativos?
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Uma ideia que gostaria de ter tido?
O nome da minha filha, mas foi a mãe dela.
Já na publicidade, seria a “Three Little Pigs”, da BBH London para o The Guardian.
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Que conselho daria a quem quer hoje seguir uma carreira criativa?
Atenção, isto não é o que o Mad Men vendeu, whiskey ao meio dia, fazer magia de improviso, etc. Não tenham medo de ser ridículos e falem com todas as pessoas que vos passarem à frente.
Assim nasce uma ideia… com Flávio Gart, diretor criativo da Bazooka












