Às vezes é melhor estar calado? As marcas que acertaram (ou não) nas homenagens a Elizabeth II

Duas semanas volvidas desde o falecimento da rainha Elizabeth II, são muitas as demonstrações de pesar e as mensagens deixadas por pessoas de todo o Mundo, mas também de marcas que não quiseram deixar passar este acontecimento em branco. Mas será que todas conseguiram acertar?

Um estudo elaborado pela Darwin & Verne indica que a maioria das marcas optou pela discrição. “Como se de um protocolo corporativo se tratasse, mencionaram o nome da pessoa e uma mensagem de condolências simples”, aponta a consultora criativa espanhola, citada pelo site Marketing News.

No entanto, houve também marcas que decidiram fazer algo mais e outras que se destacaram, por vezes involuntariamente, por terem feito parte da vida da monarca (principalmente nas áreas de moda e beleza).

De acordo com o mesmo estudo, Rolls Royce, Land Rover, British Airways, Burberyy, Harrods, Tesco e HSBC foram algumas das marcas que acertaram na sua reacção à morte de Elizabeth II, tendo apostado em imagens sóbrias, apenas com o fundo preto e uma mensagem de condolências.

KitKat, Virgin, Marmite e Guinness, por seu turno, destacam-se por terem simplesmente deixado de publicar no Instagram, o que a Darwin & Verne também entende como uma decisão acertada.

A consultora também destaca as marcas que se abstiveram de comentar o acontecimento e que continuaram a publicar conteúdos, como a Dr. Martens: “Falamos de uma marca ligada à contracultura e ao underground. Não nos podemos esquecer de que, para alguns, a monarquia britânica tem sido um símbolo de opressão colonial e do status quo na metrópole. Nesta linha, também surge a Asos.”

Ainda no campo dos bons exemplos, a Darwin & Verne aponta para a Playmobil, uma das marcas que procurou usar a criatividade para se despedir da rainha. A Penguin Random House, que realçou a ligação de Elizabeth II à literatura, e os Simpsons, com um tweet que recorda um dos episódios em que a rainha entra na lista de personagens, também terão acertado.

No sentido, inverso, a consultora apresenta como exemplos negativos a Domino’s Pizza e a Pizza Hut, cadeias de fast food sem ligação à monarca e acusadas de querer fazer parte da conversa “à força”. Também a rede de ginásios Crossfit foi muito criticada por lançar um treino com o nome de Elizabeth II numa tentativa de homenagem que não correu como esperado: a marca recomendava, por exemplo, um minuto de descanso e silêncio entre exercícios.

 

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