Arte no espaço público

10Dois milhões de euros é o orçamento global de uma mostra com 600 obras de arte contemporânea instaladas nas ruas e avenidas de quatro cidades portuguesas. A iniciativa é da Associação Portugal Arte e tem como principal parceira a Fundação edp.

Na Praça dos Restauradores, em Lisboa, foi instalado, em meados de Julho, um templo em ruína. O trabalho, assinado pela dupla de artistas Faile – conhecida pelos seus projectos de influência pop nas áreas da publicidade, pintura e escultura – é uma das 600 obras de arte contemporânea de 246 artistas de 14 países diferentes (incluindo Portugal), que habitam, durante um mês, quatro cidades portuguesas. A iniciativa, que tem por nome Portugal Arte edp 2010, é a primeira bienal de arte pública organizada pela Associação Portugal Arte em parceria com a Fundação edp.

Neste âmbito, a Fundação lançará no final do ano o Prémio Internacional de Arte Pública, distinção dirigida a artistas nacionais e internacionais para obras de arte de dimensão pública, produzidas em Portugal e com materiais portugueses (como é o caso do “Temple” dos Faile). Para a instituição, o apoio a esta mostra representa uma aposta numa nova área cultural: «Um território dinâmico, democrático e multidisciplinar que não está ocupado» como afirmou Sérgio Figueiredo, administrador-delegado da Fundação, no evento que marcou o arranque da exposição.

Orçada em dois milhões de euros, a edição de 2010 da bienal de arte é dirigida artisticamente por Stefan Simchowitz e tem como co-organizadores os municípios de Lisboa, Grândola, Portimão e Vila Real de Santo António, que recebem, nas suas ruas e avenidas, entre 16 de Julho e 15 de Agosto, um conjunto de oito exposições colectivas dirigidas por reconhecidos artistas e curadores mundiais. Entre a longa lista de nomes ligados à sua organização constam os de Sharon Johnston, Mark Lee, Lauri Firstenberg, César Garcia, Faile (Patrick McNeil e Patrick Miller), Fred Hoffmann, Paul Young, Garth Weiser, Martin Lilja, Johannes Van Der Beek, Stefan Simchowitz, Juan Delgado Calzadilla, Elvia Rosa e Nelson Herrera Ysla, que colaboraram num trabalho de pesquisa e selecção desenvolvido através de um modelo curadorial aberto, internacional e descentralizado.

Para além das obras expostas em zonas exteriores de grande passagem como a Rua Augusta, o Rossio ou os Restauradores em Lisboa, o Jardim 1º Maio ou a Marina de Tróia em Grândola, o Jardim Visconde Bívar e a Zona Ribeirinha de Entre Pontes em Portimão e a Avenida da República em Vila Real de Santo António, existem ainda três núcleos expositivos interiores: no Pavilhão de Portugal, na Biblioteca Municipal de Grândola, no Teatro Municipal de Portimão e no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, espaços que acolhem mostras colectivas que incluem escultura, pintura e multimédia. 

Entrevista a José Manuel dos Santos, director cultural da Fundação edp

Numa parceria a quatro anos para a realização da bienal de arte, da Fundação edp, em conjunto com várias empresas do Grupo edp, prevê investir um total de um milhão de euros. Valor que inclui um Prémio Internacional de Escultura e algumas instalações feitas em barragens e parques eólicos. Descentralização, formação de públicos e afirmação de Portugal como País de acolhimento de grandes mostras internacionais justificam a associação ao evento.

PARA LER O ARTIGO NA ÍNTEGRA CONSULTAR EDIÇÃO IMPRESSA Nº169

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