Apple reclama maior castigo para a Samsung

Na sequência da decisão de um tribunal californiano que no mês passado condenou a Samsung ao pagamento de 1,05 mil milhões de dólares (cerca de 814 milhões de euros) pela violação de patentes da Apple, a empresa da maçã pede agora que a rival sul-coreana seja multada em mais 707 milhões de dólares (548 milhões de euros). Já a Samsung protesta e exige um novo julgamento.

A condenação da Samsung ocorreu no passado dia 24 de Agosto, quando um júri do tribunal de San José, Califórnia, concluiu que a maior fabricante mundial de smartphones violou propositadamente seis patentes da Apple relacionadas com o design e funcionalidades do iPhone e iPad. A decisão do processo – apenas um dos cerca de 50 processos que opõem as duas empresas em todo o mundo – ficou, ainda assim, aquém das expectativas da Apple, que pretendia receber uma indemnização de 2,5 mil milhões de dólares. Agora, a empresa liderada por Tim Cook reitera, citada pelo Financial Times, que a multa inicial é insuficiente para compensar os “danos permanentes” que a Samsung causou.

No âmbito do mesmo processo, que foi aberto em Abril do ano passado, a Apple entregou ao tribunal californiano uma lista com o nome de oito smartphones da Samsung que pretende que sejam banidos do mercado norte-americano, para além do Galaxy Tab 10.1. A decisão deveria ter sido conhecida numa audiência que estava marcada para o passado dia 20, mas foi adiada para Dezembro.

O pedido da Apple ao tribunal de San José parece ter “reaberto” o processo. Depois de a Samsung ter apresentado recurso, a empresa volta agora a pronunciar-se para pedir um novo julgamento, alegando que foi tratada de forma injusta no julgamento original. “As restrições do tribunal em termos de tempo, testemunhas e provas não têm precedentes num processo de patentes desta magnitude”, afirmou a Samsung, citada pelo Financial Times. “A Samsung também foi tratada de forma desigual: as testemunhas da Apple puderam utilizar termos como ‘fomos imitados’ e ‘a Samsung copiou’, enquanto as testemunhas da Samsung foram coibidas de explicar como os produtos da marca diferem dos da Apple”, rematou.

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