Andrew não é o primeiro: história britânica conta com 59 detenções reais

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01/03/2026
17:30
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Andrew não é o primeiro: história britânica conta com 59 detenções reais

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A recente detenção de Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, abalou a percepção tradicional de “impunidade” em torno da família real britânica. Embora a imprensa tenha tratado o episódio como algo inédito nos tempos modernos — sendo Andrew o primeiro membro sénior da família real detido em mais de três séculos — a sua detenção integra uma longa linha de prisões reais no Reino Unido.

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Ao contrário do que muitos pensam, a detenção de membros da realeza não é inédita nem está confinada a um passado remoto. Uma análise histórica da The Conversation contabiliza em 59 as ordens de prisão a membros da família real britânica ou da sua antecessora inglesa desde a Conquista Normanda de 1066 até o início do século XVIII.

Segundo o estudo, estas detenções incluíram 34 homens e 24 mulheres, refletindo um passado em que motivos como traição, conspiração, heresia, acusação de bruxaria ou até adultério puseram príncipes e princesas perante a justiça da época.

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Entre as figuras mais conhecidas estão George, Duque de Clarence, irmão do rei Eduardo IV, acusado de traição e executado na Torre de Londres em 1478 e a futura rainha Isabel I, mantida na Torre por sua irmã Maria I em 1554 sob suspeita de conspiração, antes de uma eventual reconciliação e chegada ao trono.

Ainda em termos de prisões com origem em conflitos dinásticos está o caso de Mary, Rainha dos Escoceses, que foi mantida encarcerada por quase duas décadas antes de ser executada em 1587.

Um dos episódios mais famosos foi a detenção de Carlos I, capturado por forças parlamentares durante a Guerra Civil Inglesa em 1646 e posteriormente julga­do por alta traição.

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A monarquia britânica tem, ao longo dos séculos, visto a sua imunidade legal e político-social alterada rapidamente desde o absolutismo quinhentista até ao constitucionalismo moderno. A ideia de que um membro da família real possa ser levado perante a lei hoje em dia – mesmo que não detido formalmente – reflete a evolução dos princípios democráticos e do Estado de Direito no Reino Unido.




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