ANA Aeroportos de Portugal: Aproximar os Açores do mundo

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24/08/2026
08:33
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ANA Aeroportos de Portugal: Aproximar os Açores do mundo

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Os terminais dos aeroportos de Ponta Delgada e da Horta estão a ser alvo de melhorias que visam optimizar a experiência dos passageiros, o reforço da capacidade e o apoio ao desenvolvimento da conectividade aérea da região

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Continuar a desenvolver a conectividade dos Açores, de forma sustentável, é o grande compromisso da ANA – Aeroportos de Portugal na região insular. Por isso, a gestora aeroportuária tem vindo a operacionalizar obras de modernização nos terminais dos aeroportos de Ponta Delgada e da Horta, que têm como objectivo contribuir para melhorar a experiência global dos passageiros e reforçar a capacidade das infra-estruturas, traduzindo essa visão de longo prazo.

A primeira fase do projecto, já concluída, envolveu um conjunto alargado de intervenções que melhoram o conforto, a fluidez dos percursos e a qualidade global da experiência nos dois aeroportos, num investimento total que rondou cerca de 20 milhões de euros.

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Agora, a segunda fase, que será desenvolvida em várias etapas e deverá estar concluída em 2030, será centrada na duplicação da área do terminal de Ponta Delgada, dotando o aeroporto de mais 15 mil m². No final desta fase, a área de check-in terá mais do dobro da sua actual capacidade, assim como a área das portas de embarque será igualmente duplicada. A área de controlo de segurança será triplicada e dotada de novos equipamentos tecnologicamente mais avançados. Já as salas de controlo de fronteira serão ampliadas, quadruplicando a área existente.

«Ao modernizar as infra-estruturas aeroportuárias, estamos a criar melhores condições para residentes, visitantes e companhias aéreas, contribuindo simultaneamente para uma mobilidade mais eficiente e para o desenvolvimento económico da região», afirma Thierry Ligonnière, CEO da ANA – Aeroportos de Portugal.

Em entrevista à Marketeer, o gestor aborda ainda a importância das novas rotas internacionais que, neste Verão IATA, reforçam a conectividade internacional do arquipélago, com destaque para a entrada de três novas companhias aéreas, nomeadamente a Air Canada, a WestJet e a Austrian Airlines (veja caixa).

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A ANA | VINCI Airports está a implementar obras de modernização nos terminais dos aeroportos de Ponta Delgada e da Horta, nos Açores, tendo concluído já a primeira fase do projecto. Porquê esta decisão estratégica?

Conhecemos e apostamos no potencial turístico dos Açores, que têm uma crescente afirmação internacional enquanto destino turístico e região atlântica estratégica. Os investimentos que estamos a realizar nos Aeroportos de Ponta Delgada e da Horta resultam de uma visão de longo prazo: garantir que os aeroportos acompanham essa evolução, oferecendo melhores condições aos passageiros, às companhias aéreas e a todos os agentes económicos da região.

Estamos a preparar os aeroportos para o futuro, reforçando a sua capacidade, modernizando infra-estruturas e criando condições para continuar a desenvolver a conectividade dos Açores de forma sustentável.

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Quais as principais intervenções realizadas nesta primeira fase do projecto e que melhorias aportam em termos de experiência dos passageiros?

São intervenções que melhoram o conforto, a fluidez dos percursos e a qualidade global da experiência aeroportuária. Algumas são muito visíveis para quem viaja; outras acontecem nos bastidores, mas têm um impacto directo na qualidade do serviço prestado.

A primeira fase incidiu sobretudo na modernização das áreas públicas dos terminais de Ponta Delgada e da Horta, incluindo fachadas exteriores, pavimentos de alta durabilidade, paredes de revestimento acústico, tectos de inspiração artística, que trouxeram beleza e mais luz natural ao espaço – movimento das ondas; iluminação LED de baixo consumo; reforço da sinalética, de modo a melhorar a orientação dos passageiros; mais e melhores instalações sanitárias; mais mobiliário sustentável, por forma a aumentar o conforto; bem como maior número e mais modernos equipamentos associados aos controlos de segurança e de embarque.

Quais são os principais objectivos estratégicos deste investimento? E que medidas serão implementadas nas próximas fases do projecto?

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O investimento assenta em três prioridades: melhorar a experiência do passageiro, reforçar a capacidade dos aeroportos e apoiar a estratégia de desenvolvimento dos Açores enquanto região cada vez mais conectada ao mundo.

Ao modernizar as infra-estruturas aeroportuárias, estamos a criar melhores condições para residentes, visitantes e companhias aéreas, contribuindo simultaneamente para uma mobilidade mais eficiente e para o desenvolvimento económico da região.

A próxima fase está particularmente focada no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, através da expansão e reorganização dos fluxos e das áreas dedicadas aos passageiros, proporcionando uma experiência mais fluida e confortável, desde o check-in até ao embarque. Paralelamente, continuaremos a integrar novas soluções tecnológicas e princípios de sustentabilidade no desenvolvimento da infra-estrutura. O Aeroporto de Ponta Delgada entrou na lista dos mais sustentáveis do mundo, com certificação ACA 5 (Airport Carbon Acreditation) e a ANA | VINCI Airports continuará a realizar investimentos para assegurar a manutenção deste nível.

As obras permitirão aumentar a capacidade dos aeroportos?

Sim. Uma das finalidades do projecto é precisamente preparar os aeroportos para acomodar o crescimento da procura e a evolução da conectividade aérea.

Em que medida é que este investimento reforça a conectividade aérea dos Açores?

A conectividade depende fundamentalmente da atractividade e promoção do destino, tendo o gestor aeroportuário o papel fundamental de catalisador desta promoção. Temos equipas empenhadas no desenvolvimento de rotas só para os Açores, que se complementam com o trabalho desenvolvido com parceiros como a Visit Azores, o Turismo de Portugal e o Governo Regional, que têm permitido reforçar a presença dos Açores nas redes internacionais de transporte aéreo.

Ao investir nos aeroportos dos Açores, estamos sempre a criar condições para receber mais operações, novas companhias e mercados. Somos a porta de entrada e saída dos Açores, e esta é uma responsabilidade importante.

Qual a importância estratégica da entrada da Air Canada e da WestJet em Ponta Delgada?

A chegada da Air Canada e da WestJet representa uma melhoria muito relevante da conectividade transatlântica dos Açores.

Estamos a falar de duas novas companhias aéreas que aumentam significativamente a oferta e a competitividade das ligações aéreas entre os Açores e o Canadá, um mercado que mantém fortes laços históricos, culturais e familiares com a região. Ao mesmo tempo, estas rotas contribuem para diversificar mercados emissores, reduzir a sazonalidade e aumentar a visibilidade internacional do destino Açores.

A saída da Ryanair representou um revés para a região?

Os mercados aéreos estão em permanente evolução e é normal existirem ajustes de operação por parte das companhias aéreas. O mais importante é analisar a evolução global da conectividade, e essa continua a ser positiva.

Em 2026, assistimos à entrada de novas companhias – como a Air Canada, a WestJet e a Austrian Airlines –, e ao reforço de várias ligações internacionais. O nosso foco permanece na diversificação de mercados, na atracção de novos operadores e na construção de uma rede aérea cada vez mais robusta e resiliente.

Existem negociações para captar novas rotas?

Sempre. O desenvolvimento da conectividade é um trabalho contínuo que requer, muitas vezes, vários anos até chegarmos ao lançamento de uma rota.

As equipas da ANA | VINCI Airports mantêm contactos regulares com companhias aéreas e parceiros institucionais para demonstrar oportunidades de crescimento e desenvolvimento de novas operações. O nosso objectivo é continuar a diversificar mercados emissores e reduzir a sazonalidade, reforçando a acessibilidade dos Açores ao longo de todo o ano.

Qual o desempenho operacional do Aeroporto de Ponta Delgada no ano passado?

O desempenho foi positivo. Em 2025, o Aeroporto João Paulo II recebeu cerca de 2,8 milhões de passageiros, representando um crescimento de 2% face ao ano anterior. No conjunto dos aeroportos dos Açores sob gestão da ANA – Aeroportos de Portugal foram registados cerca de 3,4 milhões de passageiros.

Estes números confirmam a atractividade crescente da região e reforçam a importância de continuarmos a investir simultaneamente na qualidade das infra-estruturas e na conectividade aérea.

Como tem evoluído o perfil dos passageiros que viajam para a região?

O perfil dos passageiros que viajam para os Açores mostra uma forte componente de lazer (85%), mas também uma importante ligação emocional e familiar ao arquipélago, com 12% das viagens associadas à visita a familiares e amigos. Isto demonstra que a conectividade aérea nos Açores não serve apenas o turismo: é também um factor essencial de mobilidade, coesão territorial e ligação das comunidades açorianas ao mundo. Essa mensagem ajuda a valorizar a conectividade sem dar demasiado protagonismo ao “extra-aero”.

Qual a visão da ANA para os Açores nos próximos anos?

Queremos continuar a aproximar os Açores do mundo. Isso significa investir em aeroportos mais modernos, eficientes e sustentáveis, capazes de proporcionar uma excelente experiência a todos os passageiros e de apoiar o desenvolvimento da região. Significa também continuar a trabalhar com companhias aéreas e parceiros locais para diversificar mercados, aumentar a conectividade e reforçar o posicionamento internacional do arquipélago.

Os Açores são, hoje, um destino reconhecido internacionalmente pela sua autenticidade, natureza e sustentabilidade. O nosso papel é garantir que os aeroportos liderem essa ambição, funcionando como verdadeiras portas de entrada para a região e para as oportunidades que ela oferece.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Turismo” da edição de Agosto (n.º 361) da Marketeer.






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