Amazon acusada de usar vídeos do YouTube para treinar IA sem autorização

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08/04/2026
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A Amazon está a ser alvo de uma ação judicial nos Estados Unidos por alegadamente utilizar vídeos do YouTube sem autorização para treinar modelos de inteligência artificial generativa. A ação foi apresentada por vários criadores de conteúdos, que acusam a tecnológica de ter “extraído” vídeos protegidos por direitos de autor para alimentar o seu sistema de IA de geração de vídeo, conhecido como Nova Reel, refere o MediaPost.

De acordo com os queixosos, a empresa terá recorrido a técnicas automatizadas para descarregar conteúdos em larga escala, contornando mecanismos de proteção da plataforma, com os mesmos a alegarem que este processo ocorreu “sem consentimento ou compensação” e com fins comerciais.

Entre os queixosos estão produtores ligados a canais populares do YouTube que defendem que os seus conteúdos foram utilizados de forma indevida no treino do sistema, como a Ted Entertainment, Matt Fisher, MrShortGame Golf e Golfholics.

O processo sustenta que a Amazon terá violado o Digital Millennium Copyright Act (DMCA), ao contornar barreiras tecnológicas que impedem a cópia e extração de conteúdos digitais. A legislação norte-americana proíbe explicitamente a evasão de sistemas de proteção de conteúdos, independentemente de estes estarem disponíveis publicamente online. Nesse sentido, os autores defendem que o facto de os vídeos estarem acessíveis no YouTube não legitima a sua utilização para treino de modelos de IA.

Um dos pontos centrais do caso prende-se com a interpretação do conceito de “dados públicos”, com a Amazon a afirmar que utiliza uma combinação de dados licenciados, proprietários e conteúdos disponíveis publicamente para treinar os seus modelos. No entanto, os criadores contestam esta visão, argumentando que o acesso público não equivale a autorização para descarregar, reproduzir ou integrar conteúdos em pipelines comerciais de inteligência artificial.

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Este processo surge numa altura em que cresce o escrutínio sobre as práticas das empresas tecnológicas no desenvolvimento de sistemas de IA, com casos semelhantes a já terem sido apresentados contra outras gigantes do setor.




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