Estudo desafia ideia de que redes sociais prejudicam jovens: 70% dizem ter experiência “maioritariamente positiva”

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17/04/2026
11:30
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Estudo desafia ideia de que redes sociais prejudicam jovens: 70% dizem ter experiência “maioritariamente positiva”

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Numa altura em que o impacto das redes sociais nos jovens continua sob forte escrutínio, com vários países a avançarem ou a ponderarem restrições aos mais jovens no acesso a estas plataformas, um novo estudo do Pew Research Center vem desafiar a narrativa dominante, apontando que para muitos adolescentes plataformas como TikTok e Instagram não são apenas fontes de distração, mas também ferramentas relevantes de ligação social, apoio emocional e descoberta.

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A análise, baseada em dados do Pew Research Center, mostra que o papel das redes sociais na vida dos adolescentes é mais complexo – e mais positivo – do que muitas vezes é retratado. Um dos principais benefícios identificados está na capacidade das redes sociais de reforçar relações, sendo que os adolescentes indicam que estas plataformas são essenciais para manter contacto com amigos, família e comunidades, funcionando como uma extensão da vida social offline.

Este efeito de “conectividade aumentada” é particularmente relevante numa fase de desenvolvimento em que o sentido de pertença e as relações interpessoais assumem um papel central, sendo que, em muitos casos, as redes sociais funcionam como um espaço onde os jovens encontram apoio emocional e validação social.

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O estudo mostra mesmo que cerca de 70% dos adolescentes dizem ter uma experiência maioritariamente positiva nas principais redes sociais, enquanto apenas 3% descrevem a experiência como negativa. Além disso, cerca de seis em cada dez jovens afirmam que estas plataformas não têm impacto na sua autoestima, sugerindo que o efeito emocional é, na maioria dos casos, neutro. No caso do TikTok, 15% dizem que os conteúdos os fazem sentir melhor, contra apenas 3% que referem o contrário.

Mesmo do ponto de vista dos pais, e apesar de uma visão mais crítica global, há um reconhecimento deste valor das redes sociais, com cerca de 20% a considerarem que as redes sociais ajudam as amizades dos filhos, enquanto 13% dizem que prejudicam. No entanto, 44% dos pais acreditam que os filhos passam demasiado tempo no TikTok, apesar de apenas 28% dos próprios adolescentes concordarem com esta ideia.

O entretenimento continua a ser o principal driver de utilização, mas os dados mostram também uma dimensão de descoberta e exploração, com plataformas como TikTok e Instagram a assumirem um papel central na descoberta de conteúdos, tendências e até produtos, refletindo a sua influência crescente na jornada de consumo dos mais jovens.




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