As três marcas de calçado e vestuário desportivo juntam-se assim a outras empresas do setor que têm ajustado os seus preços perante um cenário económico global cada vez mais desafiante.
Segundo o comunicado da Nike, os aumentos serão aplicados de forma escalonada. Ou seja, calçado com preço igual ou superior a 150 dólares terá um acréscimo de 10 dólares; produtos entre 100 e 150 dólares subirão 5 dólares; e vestuário e acessórios para adultos terão um aumento entre 2 e 10 dólares.
De referir que nem todos os artigos serão afetados: os ténis com preço inferior a 100 dólares e o célebre modelo Air Force 1 (vendido a 155 dólares) manterão os valores atuais.
Apesar de não ter avançado justificações detalhadas, a Nike refere que a decisão resulta de uma “reavaliação da sua estratégia de negócio”. Ainda assim, analistas apontam para a influência da nova guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, espoletada pelas tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump.
Também Adidas e Puma deverão seguir os passos da Nike e aumentar os preços dos seus ténis de corrida e vestuário desportivo nos Estados Unidos. A análise é de especialistas e investidores que apontam para uma resposta generalizada da indústria à nova política comercial norte-americana.
“Este foi o momento que a Adidas e a Puma estavam à espera [o anúncio da Nike de aumentar os preços]”, afirmou Robert Krankowski, analista de bens desportivos da UBS. Ambas as marcas alemãs tinham indicado recentemente que não seriam as primeiras a mexer nos preços, aguardando antes por movimentos da concorrência.














