A sua empresa está a correr atrás do Pokémon?

Por Rafael Cerveira Pinto, managing partner da Squadra

O desenvolvimento da táctica sem pensamento estratégico tem vindo a confundir o marketing das empresas! Hoje, assistimos com regularidade a esta realidade. Muitas vezes as empresas não sabem qual o suporte que necessitam para sair desse vazio.

E não há nada tão directo e concreto que espelhe esta questão no mundo empresarial como os equívocos do costume, como por exemplo:

– Millennials. Lá se foram os tempos de definir um target. Agora, tudo é Millennial. E criou-se, sem razão aparente, a forte convicção de que podemos considerar a geração como um segmento;

– Digital. A aposta em redes sociais, chatbots ou blogs são a nova moda. E embora sejam peças importantes na construção de algo muito maior, são ferramentas que muitas vezes acabam por cair em desuso. Porque não eram necessárias desde logo, ou porque não são utilizadas de forma integrada no contexto do negócio.

E esta caça incessante pela next big thing não só não dá em nada como retira o foco daquilo que é realmente importante.

Ninguém quer perder o próximo “Pokémon Go” e é interessante porque o conceito desse jogo foi, na altura, exactamente igual àquilo que vemos hoje em dia nas empresas – correr atrás do Pokémon e seguir o conjunto de pessoas que estiver a correr para o mesmo lado. Porque, se correm todos na mesma direcção, haverá certamente algo de especial no local para onde todos correm.

Mas se considerarmos o sucesso da empresa como um jogo, há que jogar para ganhar. E, aí, a estratégia não pode falhar.

Está na altura de dar um passo atrás e pensar no que realmente importa. Descobrir onde estamos, para onde queremos ir e como vamos lá chegar?

O importante numa primeira fase é criar uma estratégia integrada, descobrindo como abordar os desafios de uma forma profissional e genuína, que respeite a visão e a cultura da sua empresa e naturalmente desenvolver uma marca / proposta de valor com um posicionamento competitivo.

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