A humanização da marca Fidelidade

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Prevenção em saúde, envelhecimento e inclusão de pessoas com deficiência são os três principais eixos de actuação da Fidelidade, no que diz respeito à responsabilidade social. Ou não fosse esta uma seguradora de pessoas, a trabalhar para pessoas, como reflecte Ana Fontoura, responsável por este tema na seguradora. A atitude, essa, é transversal a toda a empresa.

Sustentabilidade e responsabilidade social são duas áreas inerentes ao negócio das empresas seguradoras. Em que medida é que a Fidelidade tem procurado ir além das obrigações decorrentes da sua actividade?

Em praticamente tudo o que fazemos a nível interno e externo, seja no negócio ou na solidariedade, quer com os nossos colaboradores, quer para com os nossos clientes.

O impacto de um acidente na vida de um ser humano pode ter efeitos devastadores para o próprio e a sua família, sendo que os sinistros graves são uma componente da vida das seguradoras. Esta reflexão levou-nos a analisar e identificar um conjunto de necessidades efectivas de um sinistrado grave e para as quais mais podia ser feito, no âmbito da política de responsabilidade social. Queremos ter um papel importante no acompanhamento dos sinistros graves, que vai para além do pagamento da indemnização, e promover uma melhor qualidade de vida, nomeadamente em matéria de inserção profissional, aconselhamento financeiro, assistência à saúde e integração social.

Por isso criou-se o Compromisso WeCare, que se transformou numa atitude transversal a toda a empresa.

O “Compromisso WeCare” tem como objectivo apoiar a reabilitação física e a reintegração social, profissional e familiar de quem sofre um acidente com consequências físicas graves. Que tipo de mecanismos de apoio são accionados? E este ano quantas pessoas ajudaram?

Através do Programa WeCare enquadramos as actividades que desenvolvemos diariamente com foco na minimização dos impactos de um acidente grave. Há muito tempo que a Fidelidade percebeu a importância de prestar um serviço mais abrangente e não se limitar ao pilar da reparação do sinistro.

Estamos ao lado das pessoas nos momentos mais difíceis, um acidente grave é um momento de crise, onde é preciso (re) organizar e (re)aprender para, perante uma nova realidade, se conseguir um movimento de superação que conduza ao grande objectivo que é a retoma de uma vida activa e com a maior qualidade possível. Para isso, temos uma equipa especializada e dedicada ao acompanhamento. Esta equipa é constituída por assistentes sociais e psicólogos que trabalham com as pessoas, suas famílias e equipas externas de reabilitação (por exemplos nos Centros de Medicina Física e de Reabilitação) numa abordagem biopsicossocial, onde é preciso informar, apoiar, acompanhar e criar relação para se definirem planos de intervenção e projectos adequados.

Cumprimos as orientações do Modelo de Intervenção e Acompanhamento das Pessoas Acidentadas com Alterações Graves da Funcionalidade, definido pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS) e divulgado, em 2013, num relatório fruto de um trabalho realizado por peritos na área da reabilitação, que deu origem a uma proposta de actuação e à definição de um Código de Boas Práticas, o qual, obviamente, é respeitado pela Fidelidade. Este trabalho é orientado para situações clínicas muito complexas, como os traumatismos vertebro-medulares, traumatismos crânio-encefálicos, amputações major, politraumatizados e grandes queimados e as áreas de intervenção são as que façam sentido para aquela pessoa e/ou família, que está no centro do acompanhamento, mas, para se ter uma ideia, podemos enumerar algumas mais frequentes, como o acompanhamento do processo clínico e de reabilitação, psicológico ou obras de adaptação no domicílio.

Este ano, distribuído pelos vários ramos de sinistros (Acidentes de Trabalho, Acidentes Pessoais, Acidentes de Automóvel e Acidentes de Responsabilidade Civil) já ultrapassámos os 480 processos (dos quais 224 entraram para a nossa carteira de acompanhamento vitalício, já que são processos do ramo de acidentes de trabalho). A estes números acresce, ainda, os mais de 120 processos que carecem exclusivamente do acompanhamento psicológico. É curioso referir que o que começou por ser um trabalho dirigido, especializado e muito focado nos temas da reabilitação e reintegração, contagiou todos os intervenientes e neste momento assistimos a uma verdadeira atitude WeCare, porque realmente acreditamos e sentimos diariamente que mudamos vidas.

Quais os eixos prioritários da estratégia de responsabilidade social do grupo?

Prevenção em saúde, envelhecimento e inclusão de pessoas com deficiência. As seguradoras sempre foram sensíveis a estas temáticas, uma vez que o seu negócio envolve pessoas. Desde sempre que o Grupo Fidelidade dedicou parte significativa do seu orçamento a apoiar causas sociais, para além de muitas outras. Além disso, os desafios de sustentabilidade do sector segurador são prementes e exigem uma resposta por parte das seguradoras. Os desafios do envelhecimento da população, prevenção em saúde e inclusão social constituem os nossos eixos de desenvolvimento em termos de responsabilidade social corporativa. Internamente, criámos o NOS – Grupo de Apoio Social, em 2013, e que tem como objectivo colaborar no desenvolvimento da Política Social da Fidelidade, ajudando a responder às necessidades sociais e financeiras dos colaboradores.

É um programa centrado nas pessoas e tem como missão o apoio personalizado aos colaboradores em situação de necessidade ou carência como, por exemplo, sobreendividamento, problemas familiares ou doenças graves. O apoio social não se constitui num mero assistencialismo – o NOS está no “terreno”, próximo de quem mais precisa e, desde o momento que recebe um pedido de apoio, faz um acompanhamento individualizado de cada situação. Pela sua natureza, é um apoio estritamente confidencial.

No ano passado, foi lançado o Prémio Fidelidade Comunidade para apoiar IPSS que actuem nas áreas do envelhecimento, inclusão social e prevenção em saúde. Qual o balanço da edição, na qual foram apoiadas 21 instituições?

Foi um tremendo sucesso! A 1.ª edição ultrapassou as expectativas – recebemos quase 600 candidaturas de todo o País. Houve, porém, um equilíbrio entre as categorias do prémio em 2017: Empregabilidade de Pessoas Vulneráveis; Deficiência e Incapacidade Permanente; Envelhecimento Ativo e Estilos de Vida Saudável, com destaque para o Envelhecimento Ativo. Estes resultados permitem-nos tirar algumas conclusões: foram bem identificadas as áreas mais sensíveis do nosso País, a notícia do Prémio chegou a todo o lado e, finalmente, que existe ainda muita carência, e por isso ainda muito por fazer, em Portugal.

Quais os projectos mais marcantes?

Cada projecto, à sua maneira, vai deixar marca, quer na própria instituição e nos públicos- alvo que serve, quer na comunidade onde, com o apoio da Fidelidade, cada instituição vencedora passa a conseguir fazer mais e melhor. Porém, o Prémio Fidelidade Comunidade, sendo o mais recente, dirigido a apoiar instituições de solidariedade que estão a fazer um belíssimo trabalho e com um valor de 500 mil euros é, talvez, a “coqueluche” do momento! Este ano, o concurso mantém os mesmos moldes? Quais os principais critérios de avaliação das candidaturas? Não lhe chamamos um concurso…

Em 2018 as instituições puderam candidatar-se com os seus projectos ou pedidos de apoio à sua capacitação nas áreas da inclusão social de pessoas com deficiência, envelhecimento e prevenção em saúde. Tal como em 2017, a candidatura abrangeu todas as regiões geográficas de Portugal incluindo Madeira e Açores. Em 2019, o Prémio começará a ser alargado a outras geografias onde a Fidelidade tem presença – começaremos por África.

Na apreciação das candidaturas apresentadas, a Fidelidade toma em consideração variados critérios como, por exemplo, a eficácia da resolução do problema, parcerias, monitorização do projecto e qualidade geral. Foram recebidas 511 candidaturas que se inserem nas áreas estratégicas do grupo em termos de responsabilidade social: prevenção em saúde, envelhecimento e inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente.

Destas, cerca de 60% apresentaram pedidos de apoio a projectos e 40% candidataram-se com pedidos de apoio à sua capacitação. Que outras acções realizadas? O Prémio Fidelidade Comunidade tem sido o core, mas somos activos no apoio a projectos culturais, onde o nosso espaço de Arte Contemporânea é o protagonista – Fidelidade Chiado8 Arte Contemporânea, no Chiado, e ainda na resposta a pedidos que se integrem na nossa estratégia, seja através de donativos ou oferta de seguros.

Fazemos parte dos órgãos sociais do Grace e, nesse sentido, temos colaborado também nos seus projectos. O Grace promove a partilha de conhecimento entre as empresas o que, à partida, atinge dois objectivos; possibilidade de “copiar” boas práticas e fazer parcerias para a mesma causa. Internamente, desenvolvemos acções com os colaboradores, com o objectivo de contribuir para que tenham uma vida melhor e mais rica.

Este ano, coube-nos organizar o Corporate Social Responsibility Meeting, que reuniu em Lisboa todos os responsáveis pelas Áreas de Responsabilidade Social Corporativa de todas as participadas europeias da FOSUN, e que se traduziu numa grande aprendizagem e partilha de boas práticas. De que forma é que os colaboradores são envolvidos nestas acções do grupo? Tentamos sempre envolver as nossas pessoas, seja através de “informação em massa” – temos um site dedicado interno, alojado na intranet do grupo e uma newsletter mensal – seja através de informação feita aos participantes da Bolsa de Voluntariado do Grupo.

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