A economia da atenção tem um novo desafio para as marcas: o impacto das redes sociais na saúde mental

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Sandra M. Pinto
28/07/2026
12:33
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Sandra M. Pinto
28/07/2026
12:33
A economia da atenção tem um novo desafio para as marcas: o impacto das redes sociais na saúde mental

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O uso excessivo das redes sociais deixou de ser visto apenas como um hábito digital e passou a ser encarado como uma nova ameaça ao bem-estar psicológico. O World Happiness Report 2026 alerta que o uso compulsivo destas plataformas representa um fator emergente de risco para a saúde mental, sobretudo entre adolescentes.

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Com base numa análise que envolveu mais de 331 mil jovens em 43 países, o relatório conclui que o problema não está apenas no número de horas passadas online, mas na forma como algumas plataformas digitais podem incentivar comportamentos de dependência, ansiedade e perda de controlo.

O estudo introduz o conceito de uso problemático das redes sociais (Problematic Social Media Use – PSMU) para definir padrões de utilização caracterizados por uma necessidade constante de estar ligado, ansiedade quando não existe acesso às plataformas, dificuldade em reduzir o tempo de utilização e interferência nas atividades diárias.

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Segundo o relatório, este comportamento aproxima-se de outros padrões associados a dependências, uma vez que as redes sociais passam a ser utilizadas não apenas para comunicação ou entretenimento, mas também como uma forma de fuga emocional.

As conclusões do World Happiness Report 2026 apontam para uma relação entre o uso compulsivo das redes sociais e uma redução do bem-estar psicológico.

O relatório identifica:

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aumento das queixas relacionadas com saúde psicológica;
diminuição da satisfação com a vida;
maior risco de ansiedade e depressão;
problemas de sono;
redução da autoestima;
maior exposição a cyberbullying e conteúdos prejudiciais.

Os investigadores sublinham que estes efeitos surgem em diferentes países e contextos sociais, demonstrando que se trata de um fenómeno global.

Apesar dos riscos identificados, o relatório mostra que mudanças nos hábitos digitais podem ter efeitos positivos.

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Uma análise de 32 estudos controlados, envolvendo mais de 5.500 participantes, concluiu que a redução do uso das redes sociais está associada a:

diminuição dos sintomas de depressão;
redução da ansiedade;
melhoria do bem-estar geral.

Num dos estudos analisados, jovens que limitaram a utilização das redes sociais a uma hora por dia durante três semanas registaram melhorias na qualidade do sono, menor ansiedade e uma redução da dependência emocional das plataformas.

O relatório aponta também para o papel da própria arquitetura das plataformas digitais na promoção de utilizações excessivas.

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Entre os mecanismos identificados estão:

notificações e sistemas de recompensa através de gostos e comentários;
carregamento infinito de conteúdos;
algoritmos que privilegiam publicações emocionalmente envolventes;
estímulos constantes à comparação social.

Segundo os especialistas, estas funcionalidades são desenhadas para aumentar o tempo de permanência dos utilizadores nas plataformas.

 




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