A Dior encontrou na natureza uma nova forma de contar a história de um dos seus maiores ícones. Para o outono, a maison francesa reinterpretou o Lady Dior a partir dos nenúfares do Jardim das Tulherias, em Paris, transformando a carteira num exercício de artesanato e storytelling de marca.
A nova versão do modelo inspira-se no cenário criado para o desfile Dior de outono/inverno 2026, realizado em março, onde os nenúfares assumiram um papel central na cenografia. A referência foi agora transportada para o produto, numa estratégia que liga diretamente a coleção ao imaginário parisiense associado à maison.
O resultado é uma carteira que funciona quase como uma pequena paisagem. Uma das versões apresenta uma base verde sobre a qual são aplicadas manualmente folhas e flores de nenúfar em diferentes tonalidades de verde e rosa. Entre os elementos surge ainda uma libélula dourada, acrescentando volume e movimento à composição.
A construção da peça coloca o saber-fazer artesanal no centro da proposta. Nos ateliers da Dior em Itália, cada folha e cada flor são desenhadas, cortadas e cosidas à mão antes de serem sobrepostas na superfície da carteira. A libélula é posteriormente dourada e esmaltada, reforçando a dimensão tridimensional do objeto.
A maison apresenta também uma segunda interpretação, com fundo azul-claro e os mesmos elementos naturais aplicados em diferentes pontos da superfície. Ambas as versões mantêm os códigos que permitem reconhecer imediatamente o Lady Dior, incluindo os charms D.I.O.R. e o laço de pele removível.
A estratégia é particularmente relevante para uma marca de luxo como a Dior: em vez de alterar radicalmente um produto icónico, a maison utiliza os seus códigos estabelecidos como ponto de partida para construir novas narrativas. O Lady Dior mantém a sua identidade, mas transforma-se num suporte para referências artísticas, culturais e naturais.
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