A crise económica dificulta o seu papel de mãe?

maeAs mães estão a abandonar progressivamente o seu papel de “esposa e mãe”, assumindo uma postura de “gestora de família”. A conclusão é do estudo “The Changing Face of Motherhood”, realizado em Novembro de 2011 pela Procter & Gamble, junto de 10 mil mulheres com filhos em 13 países da Europa Ocidental. Destas, foram inquiridas 509 mães portuguesas.

No decorrer do inquérito, 50% das inquiridas apontou a “crise económica” como um factor que dificulta o desempenho do seu papel de “mães gestoras”, sendo este um dado mencionado, sobretudo, no sul da Europa: 67% das italianas, 66% das portuguesas e 64% das gregas. Junto das mães dinamarquesas, por sua vez, a taxa de concordância foi de 33%.

A maioria das mães portuguesas envolvidas no estudo está empregada a tempo inteiro (77%), estando 10% empregadas a tempo parcial e 14% sem trabalho remunerado. As visões mais negativas da relação entre as condições económicas e a maternidade são particularmente expressivas entre as mulheres que trabalham a tempo parcial. Destas, 41% concorda que se tornou muito mais difícil ser uma “boa mãe”.

Os pais, por sua vez, parecem estar muito mais envolvidos na educação diária dos filhos bem como nas lides domésticas. 69% das mães que trabalham fora de casa consideram, de facto, que o papel do pai tem vindo a alterar-se, desde a geração anterior. 98% das mães britânicas dizem mesmo que os seus companheiros/maridos são melhores do que elas nestas tarefas. 67% das mães auscultadas acreditam que a principal razão para esta transformação se prende com “mudanças nos papéis de género na sociedade”. Já 21% sente que os pais têm agora de estar mais envolvidos à medida que as mães ganham maior relevância na economia doméstica.

Esta investigação pan-europeia, comissionada pela P&G em colaboração com a Social Issues Research Centre, tem por objectivo explorar as transformações no papel da figura da mãe na Europa Ocidental, a forma como são valorizadas pela sociedade e compreender qual o impacto que a inovação dos produtos e dos aparelhos domésticos têm no seu quotidiano. Além disso, procura entender onde procuram as mães apoio. “Outras mães” mantém-se no topo das preferências. 44% referiu “as suas próprias mães” e 37% “outras mães próximas”. 32% procura conforto junto dos seus maridos/companheiros, e 8% admite encontrar soluções nas redes sociais.

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