A Lift fechou 2025 com um crescimento de 26%, consolidando o seu modelo integrado e reforçando o papel de parceiro estratégico para marcas que procuram mais do que uma agência de comunicação tradicional. “Com um portefólio que combina criatividade, análise de dados e soluções digitais, a Lift posiciona-se como um conselheiro de negócio capaz de desenhar estratégias que aliam notoriedade e impacto tangível”.
Por Sandra M. Pinto
Em entrevista à Marketeer, Ana Faustino, managing partner da Lift, explica como o crescimento da empresa se traduz em vantagem competitiva para os clientes, o papel da inovação e da inteligência artificial na construção de marcas, e como a agência ajuda os seus clientes a transformar campanhas em narrativas consistentes e de longo prazo.
A Lift cresceu 26% em 2025 e consolidou o seu modelo integrado. Como é que este crescimento se traduz em vantagem competitiva para as marcas que escolhem trabalhar convosco?
O crescimento é reflexo da experiência consolidada num modelo de integração altamente vantajoso para os clientes que encontram na Lift um parceiro estratégico capaz de os apoiar no desenvolvimento do negócio. Tendo acesso a todas as disciplinas da comunicação, através de equipas especializadas, mas sempre conjugadas de forma a dar resposta à situação concreta do cliente, e não numa lógica de “one size fits all”, a Lift apresenta-se como um conselheiro “problem solver”.
Em termos de marketing e branding, como definem a Lift hoje: uma agência tradicional ou uma consultora estratégica de negócio?
Há já muitos anos que temos vindo a afirmar um posicionamento de consultoria estratégica, onde acreditamos estar a nossa real mais-valia: na análise de cenários, na identificação de oportunidades e na definição de uma comunicação que alavanque o negócio e a reputação das marcas.
De que forma o a Lift ajuda as marcas a construir narrativas que não sejam apenas publicidade, mas criem valor tangível e impacto reputacional?
O impacto começa a ser pensado desde início, numa fase fundamental de escuta dos diferentes públicos de uma marca. É preciso conhecer esses públicos, perceber o seu grau de conhecimento relativamente às marcas, bem como as suas expectativas. Com base nessa escuta, cruzada com o que é o propósito e a atividade da marca, desenham-se caminhos, iniciativas que reflitam a marca, mas que colham igualmente identificação junto dos diversos públicos. Mais do que “awareness”, o objetivo é relacional. Trata-se de aproximar a marca dos seus públicos, dando resposta às necessidades de ambas as partes em relação.
Que papel desempenha a inovação (tecnologia, AI, inteligência de mercado) na construção da marca dos clientes da Lift?
A IA tem um espaço enorme na criação da base de comunicação das marcas. Pode e deve apoiar a diversos níveis. Elencando apenas alguns: pode ter um impacto relevante na agregação e análise de dados que sustentem estratégias de marca; pode, por exemplo também, apoiar na consistência narrativa de uma marca.
O modelo “Persona” é um exemplo de produto próprio. Até que ponto produtos assim ajudam as marcas a diferenciar-se e a posicionar-se de forma mais estratégica?
O persona é um produto que nasce da convergência de diversos serviços da Lift com um enfoque claro: a liderança das organizações. Criámo-lo por convicção de que se trata de um apoio necessário e cada vez mais requisitado pelas lideranças dos nossos clientes e de outras empresas, que se veem confrontados com a necessidade de comunicar, num contexto altamente complexo e no qual sentem controlar pouco as diferentes variáveis. O nosso objetivo passa por apoiar na simplificação através de uma matriz estratégica que crie foco e garanta alinhamento com a comunicação das instituições lideradas.
Como equilibram a criatividade e a estratégia no marketing digital, sem cair em tendências passageiras?
Como em todas as restantes áreas da comunicação. O que defendemos é o papel crítico da estratégia e da criatividade para a definição de uma orientação-base da comunicação das marcas que deve, naturalmente, permitir incorporar tendências, mas que deve sobretudo curar a identidade e propósito de cada marca.
Qual o impacto da integração de conteúdo, social media e inteligência de dados na performance das campanhas dos clientes?
A integração destas três dimensões é, na nossa perspetiva, o que distingue uma campanha eficaz de uma campanha eficiente. O conteúdo garante relevância e identidade. O social media assegura distribuição e relação com os públicos. E a inteligência de dados permite fundamentar decisões com base em evidência e ajustar em tempo real sempre que necessário. Quando estas áreas operam de forma articulada, o resultado é uma comunicação que aprende, que se adapta e que entrega resultados mensuráveis alinhados com os objetivos de negócio.
Que exemplos têm de campanhas que transformaram a forma como os clientes comunicam com os seus públicos?
Mais do que campanhas pontuais, o que nos orgulha são as transformações estruturais que acompanhamos. Há clientes que chegaram à Lift com uma comunicação fragmentada, sem fio condutor entre o que diziam internamente e o que projetavam para o exterior e que hoje operam com uma narrativa consistente, reconhecível e capaz de gerar identificação. Esse processo de reposicionamento, que combina escuta, estratégia e execução é o tipo de trabalho que consideramos gerar um impacto maior e mais duradouro.
O crescimento de talento da Lift impacta diretamente na capacidade de inovar para os clientes. Como a agência faz para que a criatividade e a estratégia caminhem juntas?
A resposta está no modelo de funcionamento e de integração na Lift. Um desafio é trabalhado em conjunto por todas as especialidades que este exige, numa equipa diversificada, que reúne tanto as pessoas que pensam o posicionamento, como as que lhes vão dar forma. Isto evita o risco mais comum nas agências: uma estratégia certeira executada de forma genérica, ou, no sentido inverso, uma criatividade impactante sem direção.
Até que ponto a cultura interna da Lift é parte da “marca” que entregam aos clientes?
Acreditamos que a cultura interna, quando forte e alinhada com os valores da marca, é um dos elementos diferenciadores da mesma. Uma cultura organizacional saudável, que dá espaço para que os seus colaboradores se sintam ouvidos e valorizados, influencia de forma direta e positiva o seu desempenho, a sua capacidade de escuta ativa, o reconhecimento do propósito, favorecendo simultaneamente uma comunicação mais aberta e fluída e isso acaba por se refletir também diretamente na relação e no trabalho construído com o cliente, no dia-a-dia.
Em 2026, com planos de expansão e maior incorporação de AI, como esperam que o marketing estratégico das marcas evolua e que papel a Lift terá nesse processo?
Consideramos que o movimento de integração, com base em estratégia e criatividade, é o que as marcas vão precisar cada vez mais. A consultoria, assente na experiência de mais de 30 anos, associada à criatividade e também, necessariamente, ao uso de tecnologia, permitem-nos estar preparados para apoiar estrategicamente as marcas nos seus processos de crescimento e expansão.
Qual é a visão da Lift para o futuro do marketing em Portugal: comunicação criativa ou estratégia integrada com impacto no negócio?
Não nos parecem ideias ou caminhos opostos. Consideramos que a componente estratégica, e de uma perspetiva integrada, é fundamental para garantir que a comunicação tem um impacto no cumprimento dos objetivos de negócio e na afirmação do propósito e reputação da marca. Mas essa mesma estratégia pode e deve ser um guia que orienta uma criatividade dirigida e altamente eficaz.
Que “conselho” dariam às marcas que querem passar de campanhas táticas para um posicionamento estratégico sólido e sustentável?
Ouvir, medir e criar. Isto é: perceber efetivamente o impacto que as campanhas táticas estão a ter junto dos seus públicos, identificando a imagem que estão a promover; medir a distância entre essa imagem e aquela que a marca ambiciona; e criar uma abordagem própria que torne claro o que a marca pretende ser e que balize a tática, garantindo alinhamento e consistência.














