A campanha que manda mulheres para a prisão para combater a desigualdade salarial

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30/08/2026
18:02
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A campanha que manda mulheres para a prisão para combater a desigualdade salarial

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Roubar uma joalharia, anunciar um assalto, sair de um museu com um quadro ou juntar-se a um assalto a um banco. São algumas das estratégias adotadas por mulheres numa campanha que encontrou uma forma particularmente inesperada de chamar a atenção para a desigualdade salarial: mandá-las para a prisão.

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A ideia é da organização belga de defesa dos direitos das mulheres ZIJkant, que, para assinalar o Dia da Igualdade Salarial, lançou uma campanha criada pela agência mortierbrigade e produzida pela CZAR. A realização e o argumento ficaram a cargo de Lionel Goldstein.

O ponto de partida é uma realidade que a campanha transforma em ironia: na Bélgica, os reclusos que trabalham recebem uma remuneração fixa independentemente do género, enquanto, fora das prisões, as mulheres ganham, segundo a ZIJkant, 20% menos do que os homens.

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É a partir deste contraste que se desenvolve o spot, com as protagonistas começarem por cometer pequenos crimes e vão aumentando progressivamente a dimensão das infrações, numa tentativa deliberadamente absurda de serem detidas e enviadas para a prisão.

O objetivo é criar um efeito de humor, mas a mensagem torna-se cada vez mais evidente à medida que o filme avança: se a igualdade salarial existe atrás das grades, porque não existe também fora delas? A campanha termina com a frase “na prisão não existe diferença salarial entre homens e mulheres. Vamos acabar com ela em todo o lado”.






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