“A autenticidade não se declara, demonstra-se”: a estratégia da Nobre para construir confiança

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Rafael Ascensão
07/07/2026
16:06
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Rafael Ascensão
07/07/2026
16:06

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“A autenticidade não se declara, demonstra-se”. É desta forma que Matilde Carvalho, diretora de marketing da Nobre, responde a uma das questões mais debatidas atualmente no universo das marcas: como distinguir um compromisso genuíno com causas sociais de uma ação oportunista. Para a responsável, a resposta não está no discurso, mas na consistência das ações ao longo do tempo. E é precisamente essa continuidade que aponta como principal argumento para sustentar a relevância da Nobre Casa de Cidadania, iniciativa que desde 2013 distingue cidadãos que se destacam por gestos de altruísmo e cidadania.

Num momento em que o propósito se tornou quase obrigatório no discurso empresarial, a diretora de marketing da Nobre considera que são os factos que legitimam esse posicionamento. “A autenticidade não se declara, demonstra-se – através da consistência, da transparência e da continuidade das ações ao longo do tempo”, afirma.

“Quando uma iniciativa existe há mais de uma década, envolve parceiros institucionais independentes e coloca o foco nas pessoas e na causa, torna-se mais evidente que o objetivo vai além da visibilidade da marca. Na Nobre Casa de Cidadania, o centro da iniciativa nunca foi a Nobre. São os cidadãos distinguidos, os seus gestos e o impacto que têm na vida dos outros. A nossa função é reconhecer essas histórias e ajudá-las a chegar a mais pessoas. Acreditamos que a melhor forma de evitar a perceção de oportunismo é deixar que sejam as ações, e não apenas as palavras, a falar pela marca“, acrescenta.

Ao longo de mais de uma década, a iniciativa já homenageou mais de uma centena de cidadãos, reconhecendo projetos de inclusão social, apoio a pessoas vulneráveis, proteção da comunidade ou atos individuais de coragem e solidariedade. Um processo que, explica a responsável, assenta também numa seleção independente, assegurada por parceiros institucionais de referência, precisamente para garantir rigor e credibilidade.

Mais do que um momento de homenagem, Matilde Carvalho acredita que a iniciativa contribui para criar uma cultura de reconhecimento da cidadania. “Percebemos que a cidadania assume muitas formas e que os gestos com maior impacto quotidiano nem sempre são os mais visíveis”, observa.

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“Temos tido a oportunidade de conhecer dezenas de histórias de coragem, solidariedade, inclusão, proteção da comunidade e dedicação aos outros que, se não fosse este projeto, na maior parte das vezes passariam despercebidas. Talvez essa seja a principal aprendizagem: existem muitos exemplos positivos que merecem ser conhecidos e que podem inspirar outras pessoas a agir. Ao dar-lhes visibilidade, a Nobre Casa de Cidadania ajuda a criar uma cultura de reconhecimento em torno de quem faz a diferença todos os dias“, acrescenta.

Matilde Carvalho, diretora de marketing da Nobre

A responsável enquadra esta iniciativa numa visão mais ampla sobre o papel das empresas na sociedade, sendo que, na sua perspetiva, a responsabilidade social não deve surgir como resposta a uma tendência ou como uma ação pontual, mas integrar a forma como a empresa se relaciona com as comunidades onde está presente.

As empresas fazem parte da sociedade e, por isso, têm um papel importante a desempenhar na resposta a desafios coletivos“, afirma, alertando, contudo, que esse contributo pode assumir muitas formas mas deve ser sempre consistente e coerente com a identidade da marca. “Mais do que procurar estar presente em todas as causas, o importante é assumir compromissos relevantes e mantê-los ao longo do tempo”.

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Segundo Matilde Carvalho, essa exigência tornou-se ainda mais evidente numa altura em que os consumidores escrutinam cada vez mais o comportamento das empresas e esperam um impacto positivo real, considerando que a confiança resulta do alinhamento entre discurso e prática, sendo construída de forma gradual. É também essa lógica que enquadra a Nobre Casa de Cidadania na estratégia de marketing da empresa, com a diretora de marketing a defender que uma marca não se constrói apenas pela qualidade dos produtos, mas igualmente pelos valores que promove e pela forma como se relaciona com a sociedade.

Queremos que os consumidores reconheçam na Nobre uma marca coerente, próxima e comprometida com a comunidade“, resume sobre uma ambição que, garante, passa menos por comunicar atributos e mais por contribuir para uma sociedade onde os bons exemplos sejam reconhecidos e capazes de inspirar outros cidadãos a fazer a diferença.

Iniciativas e cidadãos distinguidos na edição deste ano da Nobre Casa de Cidadania

  • Associação Tira-me da Rua (Yuri Bumba e Andreia Gomes), pelo trabalho de inclusão social e promoção do sucesso escolar através do desporto junto de crianças e jovens.
  • Ana Paula Sousa, da Associação Social Amigos de Samora Correia, pelo apoio continuado a famílias em situação de vulnerabilidade e à integração de migrantes.
  • Filipa Dias, fundadora do projeto Benvinda Solidariedade, pela distribuição regular de refeições a pessoas em situação de sem-abrigo e pelo apoio a pessoas em recuperação de dependências.
  • José Carlos Marques, pelas iniciativas solidárias de angariação de fundos através de desafios de ciclismo de longa distância em apoio a causas de saúde e emergência.
  • Ana Paula Paz, da Associação de Beneficência Luso-Alemã (ABLA), pelo apoio direto e permanente a famílias em situação de fragilidade socioeconómica.
  • Joana Nobre Garcia, Presidente e Fundadora da Dress a Girl Portugal, pelo trabalho desenvolvido em prol da dignidade, proteção e bem-estar de crianças em contextos vulneráveis.
  • Joaquim Sá, pela dedicação diária ao apoio alimentar e social de pessoas em situação de exclusão.
  • Joaquim da Silva Ramos, em homenagem póstuma, pelo contributo pioneiro para a humanização dos cuidados de saúde mental em Portugal e pelo legado deixado na formação de várias gerações de profissionais.
  • Sónia Sousa Ell, Fundadora do projeto “Quando +1 é = -1”, pela sensibilização de crianças e jovens para a proteção dos oceanos e a sustentabilidade ambiental.
  • Jéssica Migueis, agente da PSP, pela intervenção decisiva no apoio ao nascimento de um bebé em situação de emergência.
  • Patrick Costa e Ângela Moura, agentes da PSP, pela rápida atuação que permitiu salvar a vida de um bebé em situação de asfixia.
  • Rodrigo Pinto, um menino de apenas nove anos, pela coragem e serenidade demonstradas ao acionar os meios de socorro que salvaram a vida da mãe.



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