“88% dos portugueses leem na casa de banho e o telemóvel é rei”, assegura a Renova

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07/07/2026
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Ler na casa de banho pode parecer um hábito discreto, mas está longe de ser raro e em Portugal é ainda mais frequente do que em Espanha. É esta uma das principais conclusões do mais recente Inquérito da Renova sobre os Hábitos de Leitura no WC, realizado durante as Feiras do Livro de Lisboa e de Madrid 2026.

Os dados mostram que 88% dos portugueses afirmam ler sempre ou quase sempre quando vão à casa de banho, superando os 84% registados entre os espanhóis e mantendo Portugal na liderança deste curioso ranking ibérico, já identificado na edição de 2025.

Apesar do caráter informal do contexto, os hábitos de leitura revelam tendências alinhadas com o consumo global de conteúdos. O smartphone destaca-se como o principal suporte, sendo utilizado por 63% dos inquiridos em Portugal e 64% em Espanha. Ainda assim, o livro físico mantém uma presença relevante entre os portugueses, evidenciando que o digital não substituiu totalmente o prazer da leitura em papel.

O estudo revela também diferenças comportamentais entre os dois países. Enquanto 30% dos espanhóis admitem levantar-se para ir buscar algo para ler, apenas 23% dos portugueses o fazem. Em contrapartida, os leitores nacionais demonstram maior capacidade de improviso, recorrendo a embalagens, rótulos ou qualquer texto disponível quando não têm um livro à mão.

No que toca a preferências literárias, o romance continua a dominar em Portugal, com 41% das escolhas, seguido por géneros como thriller, suspense e policial, que, em conjunto, representam 29%. Já em Espanha, o romance reúne 21% das preferências, com uma maior dispersão por outros géneros.

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O envolvimento com a leitura é tal que 84% dos portugueses e 86% dos espanhóis admitem já ter permanecido tempo suficiente na casa de banho para sair com as pernas dormentes — e mais um capítulo lido.

Realizado com base em 5.000 respostas de inquiridos com mais de 18 anos, o estudo confirma que, mesmo nos contextos mais improváveis, a leitura continua a fazer parte do quotidiano. A Renova prevê dar continuidade à análise deste comportamento, repetindo anualmente o inquérito nas Feiras do Livro de Lisboa e Madrid.

Porque, afinal, há hábitos que persistem — mesmo onde menos se espera.






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