8 tendências digitais para 2017

Os automóveis autónomos, as casas inteligentes e os assistentes digitais são três das mais recentes inovações a moldar a forma como as populações consomem e vivem. A conclusão é do Fjord Trends 2017, relatório anual da Accenture que pretende examinar as tendências digitais mais significativas e que irão previsivelmente impactar as organizações e sociedade ao longo deste ano.

«Esta época está a tornar-nos mais inteligentes e a promover o potencial humano, criando serviços úteis e relevantes através de uma gama alargada de ambientes digitais», conta Mark Curtis, CCO da Fjord, empresa de design e inovação da Accenture Interactive.

No relatório estão reunidas oito tendências digitais que deverão moldar a próxima geração de experiências:

1 – Pessoas felizes: reformular para inovar. Para que as populações registem níveis de felicidade mais elevados, as organizações terão de se reformular e colocar o foco nas pessoas, de modo a inspirar o pensamento criativo. O relatório sugere que aumentem a escala dos princípios e práticas de inovação para atingir este objectivo;

2 – Marcas ampulheta: não ficar preso no meio. As marcas estagnadas face à sua concorrência terão de mudar de estratégia e apostar num objectivo claro. Podem também adoptar uma perspectiva “nós podemos fazer qualquer coisa”. Ficar parado no meio é que não vale;

3 – Realidade combinada. Para lá da RA vs RV vs RM. As organizações vão colocar as suas fichas na Realidade Mista (RM) e não somente na Realidade Aumentada (RA) ou Realidade Virtual (RV). A combinação das duas tecnologias será o caminho a seguir;

4 – Mundo sobre rodas: vá devagar para ir mais rápido. Com o advento dos veículos autónomos, as organizações terão de apostar no desenvolvimento de um ambiente móvel conectado, ligando, nomeadamente, o automóvel e a casa;

5 – Casas sem fronteiras: a assistência doméstica ganha voz. A estratégia das marcas e negócios não poderá estar centrada exclusivamente nos dispositivos. A tendência é para criar experiências e serviços projectados para o lar;

6 – Histórias efémeras: o que se segue, agora que todos nós somos “contadores de histórias”? Por entre veículos autónomos e realidades virtuais, surge uma tendência inteiramente ligada ao storyteling. O conteúdo apresentado pelas marcas está a mudar de um modelo de “contar histórias” para outro em que se “criam histórias”, de acordo com o relatório da Accenture. Isto significa que as histórias apresentadas são sobre aquilo que as marcas fazem e não sobre aquilo que elas contam. O objectivo será que o público possa criar as suas próprias histórias de conteúdo pessoal;

7 – Eu e a Inteligência Artificial (IA): humanizar os chatbots. Este ano, a inteligência artificial passará por uma mudança na abordagem por parte das organizações, na medida em que a Inteligência Emocional será cada vez mais um factor diferenciador deste tipo de tecnologia;

8 – Consequências imprevistas: foco no cliente. Depois de vários escândalos terem afectado, ou pelo menos ameaçado a reputação de grandes marcas no ano passado, as organizações vão apostar, este ano, em experiências sociais. Desta forma, poderão proteger-se contra consequências indesejadas das suas actividades.

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