7 tendências que vão moldar a experiência de consumo

A próxima revolução criativa terá como base a relação entre a tecnologia e as marcas. A afirmação é da Accenture, no seu mais recente estudo sobre o futuro dos negócios, tecnologia e design. De acordo com “Fjord Trends 2019”, as pessoas e as organizações estão a reflectir sobre aquilo que realmente pretendem, fruto da explosão de desordem digital e de duas décadas de acelerado crescimento tecnológico e de inovação.

Diz a Accenture que anos de investimento em inovação deixaram os clientes inundados e sobrecarregados, fazendo com que já não anseiem por novidade, excitação e gratificação instantânea. Isto faz com que o digital já não seja novo e que seja necessário remover tudo o que não é importante ou útil. As pessoas estão mais selectivas nos produtos e serviços que acolhem nas suas vidas e facilmente desligam ou cancelam uma subscrição se a troca de valores não for mútua. «Até agora nunca tínhamos visto tantas oportunidades para um design consciente e com significado numa grande diversidade de áreas», resume Pedro Pombo, managing director da Accenture Digital em Portugal.

Esta mudança de mentalidade faz com que as organizações tenham de apostar em novas experiências de cliente, repensem produtos e serviços. Segundo o “Fjord Trends 2019”, eis as sete grandes tendências:

1 – Silence is gold. O sentimento de sobrecarga tornou-se um problema de saúde. As marcas precisam de encontrar formas de chegar aos seus consumidores que anseiam tranquilidade num mundo ruidoso;

2 – The last straw? Chega de conversa. As pessoas esperam que os produtos e serviços tenham uma estratégia de sustentabilidade e vão rejeitar aqueles que não a incorporem na sua missão;

3 – Data minimalism: Pessoas e organizações discordam sobre o valor dos dados pessoais. Será a transparência a chave para colmatar a lacuna?;

4 – Ahead of the curb: De scooters eléctricas a drones, a mobilidade urbana transformou as cidades numa espécie de “vale tudo”. É hora de combater a desordem com ecossistemas unificados que atendam às necessidades em tempo real;

5 – The inclusivity paradox: 2019 tem sido um ano de alerta para a necessidade de ouvir diversas vozes. Mas como podemos comunicar para todos sem, inadvertidamente, excluir outros? As organizações devem ajustar o seu mindset para atender à procura por uma verdadeira inclusão;

6 – Space odyssey: Espaços de trabalho e retalho precisam de uma reforma digital. Está na hora de repensar as abordagens e ferramentas para redesenhar espaços;

7 – Synthetic realities: Vivemos num mundo novo, no qual a realidade é produzida e sintética. A troca de rosto e a simulação de voz criam novas realidades, que as empresas precisam de descobrir como capitalizar – e como gerir os respectivos riscos.

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